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Ensino Fundamental

E.E 21 de Abril - Juína

Projeto Educação Ambiental e Cidadania

 

 

 

 

DEZ MESES DE CIDADANIA

Projeto da Escola Estadual 21 de Abril formou cidadãos conscientes quanto à conservação e à preservação do meio ambiente e do patrimônio público

 

Sintonizada nas questões ambientais que despertam a atenção de todo o mundo, a Escola Estadual 21 de Abril, localizada em Juína, no Mato Grosso, tem atuado com o propósito de formar alunos conscientes e preocupados com questões de meio ambiente e cidadania. A proposta é ajudar na formação de futuros profissionais que possuam competências, conhecimento, estado de espírito, motivação e empenho para trabalhar, individualmente ou em conjunto, na resolução dos problemas socioambientais contemporâneos.

 

Focado na transmissão desses valores, foi criado o Projeto Educação Ambiental e Cidadania, desenvolvido entre os meses de março e dezembro de 2006, que contou com a participação de todos os 830 alunos matriculados, professores, funcionários e direção da escola, além da comunidade local.

 

Os educadores pensaram o projeto subdividido em etapas, as quais foram marcadas por algum evento. O primeiro deles foi o Escola Aberta, ocasião em que a comunidade local pôde estreitar o relacionamento com a escola.

 

Em novembro, aconteceu o Dia “D”, quando os temas conservação e preservação do patrimônio público foram trabalhados, além da plantação de mudas nas redondezas da escola. Em junho, ocorreu a Semana do Meio Ambiente, e, em dezembro, foram tratados os temas do alcoolismo e das drogas. Houve ainda outros eventos direcionados à cidadania e à solidariedade.

A estratégia foi a de transmitir conhecimentos e conceitos dentro desses eventos por meio de palestras, seminários, mutirões, debates, trabalhos em grupo e oficinas de dança e teatro.
 
Para a viabilização do projeto, a Escola Estadual 21 de Abril firmou diversas parcerias com entidades e instituições como Polícia Militar, Prefeitura Municipal, Associação Desenvolvimento dos Moradores do Bairro Padre Duílio, Igreja Presbiteriana e Igreja Católica, entre outros colaboradores.

Ao final do projeto a escola constatou que a postura de conservação e preservação ambiental e do patrimônio público havia sido incorporada pelos alunos, funcionários, professores e membros da comunidade participantes. Além disso, houve redução de 90% no índice de brigas e discussões entre os alunos.

 

Em 2008, novas ações estão previstas, visando conscientizar cada vez mais estudantes e comunidade sobre a importância da preservação ambiental e do bom relacionamento entre os cidadãos na sociedade.

 

 

Ensino Médio

E.E São Vicente de Paula - Sinop

I Fórum de Ética e cidadania de Sinop

 

 

Construindo a carta sobre os direitos humanos de Sinop Uma fórmula para coletivizar as discussões

Escola Estadual São Vicente de Paula desenvolve Fórum em Sinop, Mato Grosso, para envolver comunidade escolar e população nas questões de violência vivenciadas no município

 

A violência não passa à margem das escolas. Os alunos convivem diariamente com notícias e fatos que mostram o impacto da violência na vida da sociedade. O pouco usual é trazer para a escola o debate sobre o problema, e a escola atuar na busca de soluções nessa direção.

Foi com o objetivo de entender as causas e analisar as formas de reduzir esse tipo de ocorrência que a Escola Estadual São Vicente de Paula, localizada em Sinop, no Mato Grosso, desenvolveu o projeto “I Fórum de Ética e Cidadania de Sinop – Construindo a Carta sobre os Direitos Humanos de Sinop”.

 

O projeto criou um espaço democrático de discussões e reflexões conjuntas baseadas na exposição do quadro municipal de violência, seja a doméstica, contra o trabalhador, a criança ou ainda no sistema prisional.


Para implementar a proposta, foi utilizada a mesma fórmula genérica adotada pelas autoridades em suas estratégias de segurança pública para combater a violência: mapear as ocorrências através de levantamento estatístico; analisar e interpretar esses dados para atuar sobre as causas dos problemas, com o diferencial de estudar essas causas e conscientizar os envolvidos.

Para isso, a escola envolveu 600 alunos do ensino médio e a sociedade local na preparação e realização do Fórum.

 

O evento foi precedido de diversas atividades executadas por Grupos de Trabalho dirigidos pelas professoras: Cíntia Branco (Sociologia/Filosofia), Marli Chiarani (Língua Portuguesa) e Sara dos Reis (Sociologia/Filosofia). Essas ações, iniciadas em agosto, incluem atividades para a sensibilização da população em relação ao projeto.   Os alunos realizaram a Passeata da Cidadania, também participaram com um pelotão de Cidadania e Ética nos desfiles comemorativos de 7 de setembro, e apresentaram o escopo do Fórum à Câmara Municipal de Vereadores.
O I Fórum de Ética e Cidadania de Sinop – Construindo a Carta sobre os Direitos Humanos em Sinop - aconteceu nos dias 29 e 30 de setembro, na Unemat (Universidade do Estado do Mato Grosso), e contou com a presença de 500 participantes inscritos, espectadores de palestras proferidas por professores universitários, médicos, psicólogos, juristas, entre outros profissionais, que aprofundaram coletivamente as discussões sobre a questão da violência, da ética e da cidadania na cidade e as possíveis soluções.

 

Estiveram presentes ao evento, autoridades públicas e moradores em geral, além de educadores da rede pública e privada de ensino. Na inscrição para o evento, cada participante doou um quilo de alimento não perecível.

 

As ações prosseguiram após o Fórum. Os alunos promoveram uma passeata contra queimadas e participaram da Expocente, uma Feira de Conhecimentos promovida anualmente pela Escola Estadual São Vicente de Paula, cujo tema foi o aquecimento global. Além disso, houve a entrega de cestas básicas para a comunidade, fato que promoveu a percepção concreta das precárias condições de vida de parcela significativa da população dos bairros adjacentes à escola. Interessante destacar que este contato sensibilizou os alunos e motivou-os a idealizar o “Natal dos Sonhos”, que consistiu em convidar a comunidade sinopense a adotar um sonho de Natal de crianças carentes.

 

A EE São Vicente de Paula contou com a parceria de diversas instituições públicas, como o MEC, UNESCO e Unemat, e privadas do município que acreditaram na grandeza do projeto. Segundo o relatório, as ações estão contribuindo para conscientizar os educandos sobre o papel multiplicador de cada um frente às questões de direitos humanos que envolvem violência, ética, convivência democrática e inclusão social.

 

Serão realizadas ainda a coleta e  análise dos dados, que acontecerá em horários de aula e em seguida, os números serão apresentados formalmente à população sinopense por meio de exposições itinerantes. Dessa forma, a escola envolverá a comunidade nas proposições do Fórum.

A divulgação dos dados também ocorrerá através de artigos elaborados pelos próprios alunos, textos estes que mais adiante comporão o conteúdo da Carta Sobre os Direitos Humanos em Sinop, um dos objetivos do projeto.

 

As ações do projeto culminarão na edição da Carta sobre os Direitos Humanos em Sinop, um livro contendo os artigos produzidos pelos alunos e textos científicos dos palestrantes do Fórum. O lançamento ocorrerá no primeiro semestre deste ano para toda a população do município.

Para a escola, o primeiro passo já foi dado, mas muitas outras ações devem ser inseridas nas atividades escolares daqui em diante, na busca por uma sociedade sinopense mais cidadã.

 

 

 

EJA

E.M Linda Wagner Gusi – Coquista D'Oeste

Cidadania e inclusão escolar

 


Respeito conquistado com Consciência e Cidadania

Escola Municipal Linda Wagner Gusi adota projeto para integrar crianças e adolescentes do ensino regular com alunos do programa Educação de Jovens e Adultos

 

Garantir a boa convivência, no ambiente escolar, de jovens e crianças com pessoas que participam do programa Educação de Jovens e Adultos (EJA) havia se tornado um desafio na Escola Municipal Linda Wagner Gusi, do município de Conquista D’Oeste, no Mato Grosso. A dificuldade surgiu a partir do momento em que a Secretaria de Educação local, como forma de garantir a inclusão educacional, criou resolução determinando o atendimento de alunos do EJA nos estabelecimentos de ensino estaduais e municipais.

 

A falta de uma consciência de cidadania dos jovens estudantes das séries regulares, somada à diferença de perfil desses alunos em relação às turmas do EJA – compostas por pessoas que não tiveram oportunidade de estudar na infância ou adolescência -, vinha provocando situações embaraçosas de convívio na escola. Ali, onde funcionavam duas salas do EJA - a última criada no ano passado, contava com 32 alunos de idades entre 22 e até 83 anos, incluindo uma aluna portadora de deficiência. 

 

Entre os constrangimentos registrados, crianças que passavam pela porta das salas de aula do EJA caçoavam dos adultos em processo de alfabetização, quando estes soletravam sílabas ou liam o alfabeto em voz alta. As algazarras e gritos das crianças interrompiam as atividades e calavam os estudantes do EJA, que se sentiam envergonhados e humilhados.

 

O problema já apresentava o risco de resultar em evasão da sala de aula dos jovens e adultos participantes do programa. Diante disso, a escola concluiu que precisava, de alguma forma, promover a integração entre os estudantes da sala EJA e os demais. Assim, implementou o projeto Cidadania e Inclusão Escolar.

 

O projeto teve duração de quatro semanas e foi muito bem-sucedido. Nos primeiros sete dias todos os professores do ensino regular promoveram, junto aos mais de 300 alunos, os conceitos de ética, direitos humanos, a importância da família, o respeito aos mais velhos e outros valores de cidadania.

 

Na segunda semana, crianças e adolescentes visitaram as salas do EJA e trocaram experiências com os adultos em conversas de até uma hora e meia de duração. A etapa seguinte foi uma apresentação teatral da turma do EJA e de um vídeo da TV Escola para os mais jovens sobre ética e cidadania.

Para solidificar a integração pretendida, grupos formados por crianças, adultos, professores e funcionários da escola concluíram o projeto participando juntos de uma animada gincana

O projeto conseguiu sensibilizar toda a comunidade escolar. Houve diminuição sensível de atos discriminatórios em relação aos alunos do EJA. Crianças que antes caçoavam das pessoas que voltaram à escola ávidas por aprender, agora compreendem sua situação.

 

O projeto Cidadania e Inclusão Escolar deu tão certo que a metodologia utilizada foi exportada para outras escolas, e rendeu uma apresentação pública na Câmara Municipal local. A intenção é que o resultado obtido na escola  Linda Wagner Gusi sirva de exemplo para todas as comunidades escolares que abrigam salas deste programa de inclusão educacional de adultos.

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Destaque Social

Escola de educação Básica Roberto Cochrane Simonsen - Várzea Grande

Construindo Valores... Mudando Atitudes

 

Um não à violência e Agressões na Escola

Escola de Educação Básica Roberto Cochrane Simonsen criou o projeto Construindo Valores... Mudando Atitudes para reduzir a prática de bullying entre seus alunos

 

A violência não poupa sequer as escolas. E muitas vezes, envolve os próprios alunos, que são adeptos ou vítimas dela. Um cenário marcado pelo aumento acelerado das agressões entre os alunos da Escola de Educação Básica Roberto Cochrane Simonsen, em Várzea Grande, no Mato Grosso, caracterizava o cotidiano dos jovens até que a direção da instituição decidiu desenvolver um projeto de cidadania para reverter esse quadro.

 

Em uma análise profunda das causas do problema, que vinha afetando diretamente o processo de ensino-aprendizagem dos estudantes, além de degradar o relacionamento entre eles, a direção da escola percebeu que os alunos estavam sendo influenciados por maus exemplos encontrados em filmes, desenhos e jogos eletrônicos assistidos pela maioria deles.

 

Entre essas influências destacava-se à prática de bullying - termo em inglês que descreve atos de violência física ou psicológica, de forma intencional e repetitiva, praticados por uma pessoa ou um grupo que pretende intimidar um indivíduo incapaz de se defender. A gravidade da influência do bullying sobre os jovens tem atraído a atenção dos meios de comunicação e também tem sido objeto de diversas pesquisas acadêmicas.

 

Diante disso, e considerando que nos dias atuais o diálogo entre pais e filhos é pouco comum, a escola sentiu urgência em desenvolver um plano para mudar essa situação alarmante. A proposta foi a de promover ações que levassem a reflexões sobre como melhorar o relacionamento das pessoas na escola, com a família e a comunidade.

 

Nasceu daí, no ano passado, o projeto “Construindo Valores... Mudando Atitudes”, com a missão de reduzir o bullying no ambiente escolar entre 50% e 60% até o final do ano letivo de 2007. O plano foi idealizado pela direção e coordenação da escola, e contou com o trabalho conjunto de professores, coordenadores, inspetores, diretores, além dos próprios alunos e pais. Dos 331 alunos do ensino fundamental e médio, 168 participaram do projeto.

 

O primeiro contato dos alunos com o projeto ocorreu de maneira bastante sutil, em sala de aula na qual uma professora abordou o assunto despretensiosamente, falando sobre apelidos e citando alguns mais comuns. Os termos pejorativos provocaram risadas dos alunos, que também citaram outros apelidos. A partir daí, abriu-se espaço para que fosse introduzido o termo bullying junto aos estudantes, grafado na lousa da classe pela professora.

 

A curiosidade sobre o termo tomou conta da sala, pois a maioria nunca havia ouvido a palavra em inglês e sequer sabia seu significado. Assim, o assunto passou a ser aprofundado na  Escola de Educação Básica Roberto Cochrane Simonsen, tratando principalmente de situações que caracterizam o bullying e os malefícios que pode causar.

 

Os alunos elaboraram “textos-desabafo”, nos quais escreveram sobre seus próprios sentimentos em relação à violência, agressão e intimidação sofridas na escola, e também contaram se já haviam praticado bullying. Foram realizadas pesquisas de casos reais e a presença de bullying foi identificada em desenhos, filmes, músicas e jogos presentes no dia a dia dos estudantes.

Essas atividades permitiram a reflexão dos alunos e a expressão das reais sensações de dor e desespero sofridos pelas vítimas de bullying.

 

As ações deram resultado. Após a implementação do projeto, houve um avanço significativo na redução de praticantes de bullying na escola, permanecendo apenas alguns casos pontuais. Outro dado positivo identificado foi que grande parte dos alunos deixou de lado games, filmes e músicas que fazem apologia à violência.

 

O bom relacionamento acabou prevalecendo, e o sucesso do Construindo Valores... Mudando Atitudes foi tanto que alunos do Simonsen passaram a ministrar palestras em escolas públicas do Estado e ainda a apresentar uma peça teatral sobre violência nas escolas.

 

O próximo passo será estender o projeto para todos os alunos da Escola de Educação Básica Roberto Cochrane Simonsen, e quem sabe, no futuro, pregar a paz em todas as escolas públicas do Mato Grosso.