
As primeiras expedições portuguesas na região remontam ao início da década de 1660. Entre estas, destaca-se a do Capitão Francisco Ferreira. A partir de 1725, missionários Carmelitas iniciaram a tarefa de conversão do indígena na região. A criação da Capitania Real de São José do Rio Negro, pela Carta-régia de 3 de março de 1755, foi fruto da preocupação da Coroa portuguesa. A medida foi ainda grandemente influenciada pelas demarcações previstas pelo Tratado de Madrid (1750). Com o estabelecimento do Forte de São Joaquim do rio Branco a partir de 1775, diversos aldeamentos de indígenas convertidos foram estabelecidos para o seu serviço, entre os quais a povoação de Nossa Senhora do Carmo, fundada por religiosos Carmelitas. A pretensão britânica a alguns rios formadores do rio Branco (afluente do rio Amazonas), conduziu à chamada Questão do Pirara (1904). Submetida à arbitragem do rei Vítor Emanuel III da Itália, a região em litígio foi repartida entre ambas as partes, garantindo à Guiana inglesa uma saída fluvial para o Amazonas, e perdendo o Brasil a região oriental do Pirara. A região foi desmembrada do Estado do Amazonas pelo Decreto-lei nr. 5.812, de 13 de setembro de 1943, que criou o Território Federal do Rio Branco, mais tarde denominado como Território Federal de Roraima (1962), e elevada a Estado pela Constituição brasileira de 1988.
Foto: Monte Kukenam
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