Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.

Sou vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.

Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.

O que poucos sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira em diversas categorias menores.

Posteriormente, continuei jogando nas equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros, pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.

Apaixonado por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente úteis na vida profissional.












De tirar o chapéu... e o fôlego!

Como afirma Paulo Saab em seu artigo Melhorando o Brasil, há um excesso de más notícias sendo veiculadas pelos meios de comunicação. Não sem razão, é bom que se diga. Mas a desproporção entre as más e as boas notícias – que também existem, podem ter certeza – acaba nos conduzindo a uma sensação de baixo astral e, não raras vezes, de descrença no futuro do Brasil.

Também por essa razão, faço questão de exaltar a extraordinária conquista de nossa seleção masculina de voleibol que, no último domingo, dia 26 de julho, conquistou pela oitava vez o título da Liga Mundial.

A conquista, por si só, já é de grande magnitude, pois faz com que o Brasil se iguale à Itália na condição de maiores ganhadores dessa competição. Torna-se de significado ainda maior se considerarmos que a seleção brasileira apresentou-se bastante renovada, uma vez que no elenco atual só restavam cinco remanescentes da geração que ganhou quase tudo nos últimos anos, e que obteve a medalha de prata nos Jogos Olímpicos do ano passado, disputados em Pequim, quando foi derrotada na final pela seleção norte-americana.

Bernardinho, o super vencedor comandante da equipe, juntou à experiência dos remanescentes Giba, Rodrigão, Escadinha, Murilo e Bruno, a juventude e o vigor de novos jogadores, formando uma equipe muito forte, técnica e fisicamente, que tem tudo pra repetir o sucesso da geração anterior. Os nomes de alguns desses novos jogadores, em especial os de Leandro Vissotto (maior pontuador da decisão), Lucão, Thiago Alves e Sydão, seguramente, serão conhecidos de todos os aficcionados do voleibol no futuro próximo.

É de se tirar o chapéu para o excepcional trabalho desenvolvido pelo voleibol brasileiro, que tem sido vitorioso não apenas na quadra, mas também na praia, tanto no masculino, como no feminino.

Sobre Bernardinho, nada tenho mais a escrever além de tudo o que já escrevi em artigos anteriores. Os números falam por si mesmos, transformando-o num dos maiores vencedores do esporte mundial. É motivo de orgulho saber que o Brasil possui um profissional com tais predicados e de enorme tranqüilidade, pois com ele à frente, certamente continuaremos entre os melhores, disputando, com reais chances de vitória, todos os campeonatos que disputarmos.

Já a vitória na partida final foi de tirar o fôlego. A renovada seleção brasileira teve que enfrentar, não apenas a forte seleção da Sérvia, que jogava em casa, com o apoio de mais de vinte mil torcedores, mas também os mal intencionados juízes de linha que, diversas vezes, transformaram em pontos para os sérvios bolas que eram visivelmente favoráveis à seleção brasileira, num verdadeiro desafio ao poder de concentração de nossos jogadores e integrantes da comissão técnica. A sequência final de saques de Murilo, responsável pela abertura da diferença de pontos necessária à grande conquista, fez jus ao desempenho de uma equipe que soube enfrentar e superar todas as adversidades e que não merecia outro resultado que não a conquista do título.

Salve o voleibol brasileiro, exemplo de que com seriedade e planejamento o Brasil pode ser, sim, fonte de boas e agradáveis notícias.

 

     
 

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