De tirar o chapéu... e o fôlego!
Como afirma Paulo Saab em seu artigo Melhorando o Brasil, há um excesso de más notícias sendo veiculadas pelos meios de comunicação. Não sem razão, é bom que se diga. Mas a desproporção entre as más e as boas notícias – que também existem, podem ter certeza – acaba nos conduzindo a uma sensação de baixo astral e, não raras vezes, de descrença no futuro do Brasil.
Também por essa razão, faço questão de exaltar a extraordinária conquista de nossa seleção masculina de voleibol que, no último domingo, dia 26 de julho, conquistou pela oitava vez o título da Liga Mundial.
A conquista, por si só, já é de grande magnitude, pois faz com que o Brasil se iguale à Itália na condição de maiores ganhadores dessa competição. Torna-se de significado ainda maior se considerarmos que a seleção brasileira apresentou-se bastante renovada, uma vez que no elenco atual só restavam cinco remanescentes da geração que ganhou quase tudo nos últimos anos, e que obteve a medalha de prata nos Jogos Olímpicos do ano passado, disputados em Pequim, quando foi derrotada na final pela seleção norte-americana.
Bernardinho, o super vencedor comandante da equipe, juntou à experiência dos remanescentes Giba, Rodrigão, Escadinha, Murilo e Bruno, a juventude e o vigor de novos jogadores, formando uma equipe muito forte, técnica e fisicamente, que tem tudo pra repetir o sucesso da geração anterior. Os nomes de alguns desses novos jogadores, em especial os de Leandro Vissotto (maior pontuador da decisão), Lucão, Thiago Alves e Sydão, seguramente, serão conhecidos de todos os aficcionados do voleibol no futuro próximo.
É de se tirar o chapéu para o excepcional trabalho desenvolvido pelo voleibol brasileiro, que tem sido vitorioso não apenas na quadra, mas também na praia, tanto no masculino, como no feminino.
Sobre Bernardinho, nada tenho mais a escrever além de tudo o que já escrevi em artigos anteriores. Os números falam por si mesmos, transformando-o num dos maiores vencedores do esporte mundial. É motivo de orgulho saber que o Brasil possui um profissional com tais predicados e de enorme tranqüilidade, pois com ele à frente, certamente continuaremos entre os melhores, disputando, com reais chances de vitória, todos os campeonatos que disputarmos.
Já a vitória na partida final foi de tirar o fôlego. A renovada seleção brasileira teve que enfrentar, não apenas a forte seleção da Sérvia, que jogava em casa, com o apoio de mais de vinte mil torcedores, mas também os mal intencionados juízes de linha que, diversas vezes, transformaram em pontos para os sérvios bolas que eram visivelmente favoráveis à seleção brasileira, num verdadeiro desafio ao poder de concentração de nossos jogadores e integrantes da comissão técnica. A sequência final de saques de Murilo, responsável pela abertura da diferença de pontos necessária à grande conquista, fez jus ao desempenho de uma equipe que soube enfrentar e superar todas as adversidades e que não merecia outro resultado que não a conquista do título.
Salve o voleibol brasileiro, exemplo de que com seriedade e planejamento o Brasil pode ser, sim, fonte de boas e agradáveis notícias.
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