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O
Jovem e a política
Paulo
Saab - Diário do Comércio -
04/09/2007
Dados
preliminares de levantamento de opinião
de estudantes do ensino médio que o
Instituto da Cidadania Brasil vem realizando
em escolas estaduais na capital paulista revelam
dados interessantes a respeito do que esse
importante segmento da população
da grande cidade do país, a maioria
deles estudando em escolas distantes do centro,pensam
sobre a política e os políticos
do país.(www.institutocidadania.org.br)
.
A maioria dos alunos, entre homens e mulheres,
em dados ainda a serem tabulados, entende
que os políticos devem cumprir suas
promessas, lutar contra a corrupção,estar
próximos das reais necessidades da
população que representam, ter
escolaridade necessária e não
defender seus interesses pessoais.
Os índices percentuais podem variar
entre as escolas, mas sempre a maioria aponta
como prioridade os itens acima. Curiosamente
essa mesma maioria entende que ter preparo
intelectual suficiente não é
prioridade,ainda que ter escolaridade,sim.
A respeito do desempenho de um governo, esse
mesmo grupo de jovens estudantes do ensino
médio, considera mais importante investir
em educação, melhorar o padrão
do ensino atual, oferecer maiores oportunidades
de emprego,promover a distribuição
de renda, combater a violência e oferecer
segurança à população,combater
a corrupção e também
oferecer opções de lazer à
população.
Ao contrário do que muitos pensam ,
os jovens adolescentes da capital paulista,que
estudam em escolas distantes do centro, de
modo geral estão ligados nos acontecimento
da vida nacional e aspiram obter conhecimento,formação,
e conseguir crescer sob o ponto de vista de
vida profissional e condições
pessoais.
São poucos os que estão alienados
das dificuldades de vencer na vida . A maioria
aspira ter oportunidades de seguir estudando
e pela educação poder participar
como cidadãos da construção
de um país melhor para si e seus familiares.
Desconhecem, todavia, como funcionam os mecanismos
de Estado, o poder público, os partidos
políticos e entendem haver uma distância
muito grande entre a realidade que vivem e
o ideal que buscam,embora saibam que só
pela educação ,pelo melhor preparo
de cada um, podem dar um salto qualitativo
de vida para si e para o Brasil.
O vácuo existente entre o que pensa
a sociedade da qual fazem parte e o que os
políticos e governantes eleitos fazem
é sentido por todos eles. Muitos já
estão em idade de tirar o título
de eleitor e há os que já votaram
pela primeira vez, ainda que nem saibam de
fato o que é a democracia representativa
e o peso de seu voto.
De outro lado esse levantamento tem constatado
que a despeito das dificuldades materiais,de
encarreiramento e mesmo remuneração,
os professores,coordenadores de ensino, diretores
de escola (a imensa maioria do sexo feminino)
tem pela sua escola e missão de educar
uma dedicação muito acentuada
e orgulho de seu trabalho,nas condições
em que pode exercitá-lo.
O contato direto com as escolas de ensino
médio ,fundamental e de jovens e adultos
da capital tem revelado que ,como se pudesse
ser ao contrário, que o investimento
maciço da sociedade,do governo, do
poder público em geral, precisa estar
concentrado nessa formidável massa
de brasileiros que pode e deve melhorar o
país a partir do seu conhecimento e
participação .
Não dar prioridade à educação,
aos alunos, aos professores, as necessidades
que a atividade do magistério,em todos
os seus níveis,mas especialmente no
fundamental e médio, necessitam, é
condenar o país a mensalões
eternos.
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