LIVROS
PUBLICADOS










 Paulo Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado em rádio  e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor universitário. Atua profissionalmente  como executivo e participa de entidades como voluntário na causa da educação e da cidadania.  Membro de conselhos, associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e  internacionais. Palestrante, escritor.

Onde estão os novos líderes?

Paulo Saab - Diário do Comércio - 08/01/2008

 

Enquanto começa nos Estados Unidos a corrida para a sucessão presidencial, o Brasil entra num ano de eleições municipais.
Os jornais destacaram nos últimos dias a avidez com que os norte-americanos estão em busca de líderes; Entendem muitos articulistas internacionais que o governo Bush foi fraco. Democratas e republicanos tentam oferecer aos eleitores daquele país alternativas capazes de devolver o orgulho e a grandeza do império do norte, desgastada em excesso nos últimos anos por guerras frustradas e economia em declínio.
A questão de busca por líderes se reflete também no Brasil.Melhor seria dizer se reflete com muita intensidade em nosso país .A falta de renovação de lideranças políticas nos exibe no quadro nacional nomes que estão circulando na vida pública há pelo menos quatro décadas.
Eleições presidências nos Estados Unidos raramente repetem candidatos derrotados. Lula só foi eleito por aqui na quarta tentativa. E ainda há quem sonhe com um terceiro mandato. Absoluta falta de opções por quem é partidário de seu governo?
Essa busca se renova sempre que é ano eleitoral. Quem aparecerá ,não como salvador da pátria, mas como político capaz de merecer credibilidade de ,de fato, liderar, a condução do processo político dentro de uma ótica de Brasil e não de montagem ou manutenção de grupos explorados das benesses do poder.
Confunde-se sempre populismo com governo popular e falta de autoridade com medo de autoritarismo. Os governos ficam fracos. Descompensados.
A esperança,neste 2008 , é que os Estados Unidos encontrem seus líderes capazes de não levar o mundo a situações de perigo e constrangimento e que o Brasil encontre líderes que não estejam com a bainha da calça(a maioria até os joelhos) mergulhada na lama.
Fica também a esperança de que o governo Lula consiga superar-se e atender ao seu lema de um Brasil para todos,porque não tem sido assim até aqui.
Se o balanço econômico do ano de 2007 para o governo teve um bom saldo, cabe observar as palavras do editorial da Folha de São Paulo "Os príncipes" no apagar das luzes no ano velho, quando mencionou :"ainda que justas as comemorações presidenciais carregam o travo da omissão.Nisso reside a diferença maquiaveliana entre "fortuna" e "virtú". Sobrou "fortuna" e faltou "virtú" a Lula em 2007. Não se deu nenhum desastre;não se assumiu tampouco,risco nenhum. A mediocridade pode ser vista,de qualquer modo, como um triunfo. Desde que se abandonem o que seria deprimente,as perspectivas de fazer do Brasil um grande e civilizado país."