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 Paulo Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado em rádio  e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor universitário. Atua profissionalmente  como executivo e participa de entidades como voluntário na causa da educação e da cidadania.  Membro de conselhos, associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e  internacionais. Palestrante, escritor.

O Caminho é a Educação

Paulo Saab - Diário do Comércio - 15/02/2008

A melhor maneira de se buscar investir em educação, do que o Brasil tanto se ressente, com reflexos diretos na maturação do grau de cidadania de nossa população, é um bom desempenho econômico da atividade produtiva nacional. Como sempre criticamos o que está errado, mal direcionado ou sem resultados positivos, vale mencionar que o emprego na indústria obteve em 2007 um crescimento de 2,2% sobre o ano anterior. Pode parecer pouco, mas na verdade se trata do maior crescimento dos últimos seis anos.
O Brasil necessita de forma dramática desenvolver sua economia e o grau de educação de sua massa para garantir o tão mencionado desenvolvimento sustentável. Só se sustenta o que tem atrás de si vigor econômico e conhecimento acumulado.
Os dados divulgados pelo IBGE merecem a atenção dos analistas econômicos e políticos considerando a sua importância para esses setores do país.
Sob o ângulo do interesse da evolução dos investimentos em educação não posso deixar de destacar a relevância do crescimento da indústria para que isso aconteça.
Há um circulo vicioso no Brasil que precisa ser quebrado. A educação não melhora porque não há investimentos maciços em projetos nesse sentido. Aliás, não há nem um grande projeto nacional de Educação.
A despeito dos esforços que autoridades do setor educacional possa fazer, a demanda brasileira é infinitamente maior. Havendo crescimento da indústria, isto representa mais investimento em produção, em pesquisa, em tecnologia e em novos empregos.
E o Brasil também precisa dramaticamente criar empregos, postos de trabalho, oportunidades de entrada n mercado, para os milhares e milhares de jovens que todo ano se graduam nas universidades ou mesmo os que concluem o ensino médio e o técnico, e precisam ter sua força de trabalho absorvida.
Quando a notícia é boa, vale reiterar, merece ser destacada. E fica o apelo a indústria para que invista mais em educação, o caminho correto para o Brasil desejado por todos os de boa fé.