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 Paulo Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado em rádio  e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor universitário. Atua profissionalmente  como executivo e participa de entidades como voluntário na causa da educação e da cidadania.  Membro de conselhos, associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e  internacionais. Palestrante, escritor.


Céllus

 

As mulheres de Lula

Benedita,Matilde,Marina, Marta, Dilma, são nomes que reportam às mulheres ministras do presidente Lula. Umas já foram, como as três primeiras. A quarta da lista não  têm nada a ver com as outras. Benedita,Matilde,Marina e Dilma, possuem  no currículo algum histórico de luta. Se certa, errada, no momento não importa. Escreveram de algum modo seu nome em defesa de algo. Marta é diferente. Berço de ouro, tradicional famílias de troncos paulistas sempre esteve no bem-bom. Soube pegar o trem da história e viajou ou viaja ao lado de nomes que chegaram ao importante cargo de Ministro de Estado no Brasil.
Benedita e Matilde foram obrigadas a sair. Envolveram-se em escândalos, problemas, no uso de dinheiro público. Com todo respeito, de origem humilde,não souberam dosar seu apetite no consumo pessoal  dos recursos do erário.
Marina saiu porque foi vítima, e demorou a perceber, do esvaziamento típico revelado como arma de destronação do presidente Lula a quem já mais o atrapalha  do que serve. Tornou-se um incômodo. A típica “ecochata”.
O presidente Lula é um homem que se auto-definiu como “metamorfose ambulante”, parodiando a letra de Raul Seixas. Ou seja, muda de lado de e de posição conforme seus interesses de poder e preservação/aumento dos índices de popularidade. Num país de alta incidência de ignorância e miséria é fácil ser popular distribuindo dinheiro público.
Marina passou a incomodar porque, acreditando no que fazia –não importa se certo ou errado – passou a ser um empecilho para as obras do chamado PAC,de cunho eleitoreiro e sem nenhuma preocupação com o meio ambiente que ela pensava estar ali para cuidar. Foi esvaziada até que ,por ter vergonha na cara, pediu para sair. Coisa que muita gente graúda não tem coragem de fazer para não perder a boquinha e o “prestígio” que pensa ter no cargo.
Sobraram Marta e Dilma. Marta precisará sair para tentar novamente – e perderá de novo- eleger-se prefeita de São Paulo. Não é pelo partido, pelo programa, pelo paulistano. É pelo ego de quem foi derrotada na tentativa de reeleição. Precisa devolver-se a auto-estima. Sua auto-afirmação anda baixa,mesmo sendo ministra de Lula. O que aliás,pelo que se vê, não favorece muito as mulheres.
Sobra, no sentido de acabar a lista, Dilma. Toda-poderosa como toda figura pública que ocupa a Casa Civil num governo com mais aptidão para o jogo do poder e as viagens do que para a administração do país. José Dirceu,deitou e rolou com manda-chuva no Brasil. Mandou tanto que acabou vítima do próprio poder e apesar de defenestrado, ainda influi agindo nas sombras. Dilma, pé de boi para trabalhar, manda muito e por seu temperamento,digamos, pouco afeto a afetos, mete medo em todo mundo em sua volta . Mas precisa se tornar simpática para tentar a vaga de candidata à sucessão de Lula,sem outras opções. Mas manda toda vida.
Resta saber se vai conseguir superar o conhecido mau humor e a conhecida auto-indulgência (jamais poderia ser chamada de arrogante,por  respeito). Tem outras figuras femininas de menor importância,mas o espaço está acabando e não podemos nos esquecer de outra mulher de Lula. Ideli Salvati. A senadora por Santa Catarina que é a principal defensora de Lula no Senado.
Ela merece uma estátua. Faz e diz cada coisa em defesa do PT que faria corar frade de pedra. Faria corar frade de pedra. Tente repetir essa frase três vezes,correndo,leitor. Sem tropeçar.
Ideli consegue.
A verdadeira mulher de Lula, Dona Marisa,que como todas as citadas merece nosso mais alto respeito , deixa de ser citada em maiores detalhes por falta de informações sobre quem é e o que faz.