| |  |  | Paulo
Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado
em rádio e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor
universitário. Atua profissionalmente como executivo e participa de entidades
como voluntário na causa da educação e da cidadania. Membro de conselhos,
associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e internacionais.
Palestrante, escritor. | 
02/02/2010
QUE SAFRA !
Como sempre é perigoso generalizar, para efeito de raciocino sobre os atuais governantes da América Latina, em especial a do Sul, vamos considerar que há exceções. A simples observação do comportamento dos mandatários dos países vizinhos e próximos nos leva a constatar que a safra atual é das mais tristes, quando deveria ser esplendorosa por terem chegado ao poder pelas vias do voto direto.
A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, com todo respeito, como seu país vai às mil maravilhas e não há nada mais importante a tratar, sai publicamente elogiando a costelinha de porco como afrodisíaco melhor do que remédio tipo Viagra –por ela citado diretamente, conforme o noticiário-.
O presidente da Venezuela, o Chapolim Colorado, Hugo Chaves (com todo respeito ao país e seu povo) nem merece mais ser mencionado. Com sua grandiloqüência bolivariana (seja lá o que isso queira dizer) vai cair de podre. E não vai demorar. A Venezuela sob sua batuta de força faz água. Ou melhor, não faz água e o país anda às escuras. Não vai adiantar nada Marco Aurélio Garcia tentar iluminar com recursos públicos brasileiros. A base já está corroída.
O presidente do Paraguai, um bispo da Igreja Católica, apareceu com filhos espalhados pelo território de seu país. Antes já tinha vindo com aquela história de Itaipu e, claro, como todos nas relações com o Brasil, conseguiu rever para melhor o ganho paraguaio, em detrimento dos brasileiros. Mas, bispo com filhos...
O presidente da Bolívia, Evo Morales, também deitou e rolou sobre o Brasil. No atual governo brasileiro qualquer um que grita mais alto, desde que identificado com o socialismo falecido, leva. Mas para seu país e para a evolução democrática das Américas, Morales também é um desastre.
Do Equador de Correa pode-se dizer o mesmo, num tom menos agressivo. Mas segue a escola de Chaves.
Honduras de Zelaya, nada mais a dizer. A despeito das bobagens da diplomacia brasileira a democracia sobreviveu e foi eleito um novo presidente.
Do Chile vem o exemplo de alternância. Saudável. Salutar. A ser seguido.
O Uruguai, ainda que tenha eleito um ex-tupamaro, é uma incógnita, mas que parece ter amadurecido.
Falar do Brasil da era Lula penso ser, no momento ocioso. Há aspectos positivos, mas há situações negativas tão profundas que o país necessitará de anos para voltar a ter uma administração desaparelhada e voltada para a eficiência e não para o perdão aos corruptos, na melhor das hipóteses.
Pelo voto, pela consolidação da democracia e pela melhor educação das populações, haveremos de ter novas safras mais lúcidas, esclarecidas, bem formadas.
Se não é uma previsão, ao menos é um desejo. Uma necessidade.
Obs. Há quem garanta que a crise do presidente foi provocada por algum excesso à mesa. A hiper tensão seria decorrência do abuso. O importante é ele estar bem.
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