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 Paulo Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado em rádio  e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor universitário. Atua profissionalmente  como executivo e participa de entidades como voluntário na causa da educação e da cidadania.  Membro de conselhos, associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e  internacionais. Palestrante, escritor.

05/01/2010


O QUE VEM POR AÍ.....

 

Este ano de 2010 é o vigésimo oitavo ano seguido, sem interrupções, de minha opinião nas páginas deste Diário do Comércio. Ao logo destas quase três décadas de comunicação com mais de uma geração de leitores do jornal, em cada início de ano, até por ser de praxe, costuma-se levantar pontos para o exercício do raciocínio de quem acompanha o jornalista sobre as perspectivas e possibilidades do novo exercício.

Após tanto tempo pode parecer fácil, num primeiro momento, pela experiência adquirida, fazer projeções ou tentar adivinhar o que virá no ano novo na vida política, econômica, social, do país.

Não é. E posso assegurar ao leitor que, na medida em que o Brasil evolui, do ponto de vista de melhorar suas condições econômicas com reflexos no padrão de vida da população, e ainda, com a consolidação de nossas instituições democráticas, ainda que grande parte de nossos políticos insistam em contra elas conspirar, fica mais difícil.

As variáveis vão se tornando menos previsíveis. A ordem econômica mundial também interfere diretamente. A política também. Por exemplo: se de um lado praticamente todos são concordes em dizer que nosso país atravessou e está saindo bem da crise mundial, graças aos esforços de política econômica implementada pelo país ao longo dos governos de FHC e mantidos por Lula em seus dois mandatos, temos o contra ponto político. A situação de insanidade dos governos populistas da América do Sul, com quem o Itamaraty namora perigosamente é um risco para o Brasil que tem sido fiador, inclusive, das bobagens de Chaves et Caterva. 2010 é um ano de eleições quase gerais por aqui. Só não elegeremos vereadores e prefeitos, o que ocorreu em 2008 e voltará em 2012. De resto,vamos escolher o presidente da República ,os governadores de Estados, dois senadores por Estados, os deputados federais e os deputados estaduais.

Então, seguindo o raciocínio de abertura do comentário, com estes ingredientes, numa corrida eleitoral que promete ser árdua para o governo petista e aderentes que querem perpertuar-se no poder pelo voto (felizmente aqui não é a Venezuela nem a Bolívia) e para a chamada oposição, que de oposição só tem o nome (O PT era oposição quando estava fora do governo) só se pode esperar surpresas a cada dia.

O governo Lula, já vem fazendo isto de forma a contrariar a legislação eleitoral, vai jogar todas as suas fichas, investimentos e sacos de bondades com o dinheiro público para buscar eleger a candidata ungida. O PSDB, com seus aliados e a força do nome de José Serra ,ainda na frente nas pesquisas, terá que fazer uma campanha dura contra a popularidade de Lula que este tentará transferir para sua candidata.

Os analistas econômicos estão otimistas e não prevêem para este ano a instabilidade na economia quando da primeira eleição de Lula, onde seu comportamento –felizmente seguiu a cartilha que havia tirado o país da inflação- era uma expectativa apenas.  Mas, todos sabem que o jogo político tirará dos trilhos a austeridade no emprego do dinheiro público. Se é que tem existido.

Fica assim: as expectativas iniciais são boas de desempenho da economia, havendo ainda obstáculos e possibilidades de recrudescimento de crises lá fora com reflexos aqui. A corrida eleitoral mobilizará o país e não se iluda o leitor, será suja.

Uma coisa é certa: está, mais uma vez, nas mãos de cada brasileiro a escolha de nomes que estejam comprometidos com a probidade, a honestidade, o conhecimento e a determinação de realizar coisas para o Brasil e os brasileiros e não apenas para si, os seus e os respectivos bolsos.

Do alto da humildade que esses 28 anos de jornalismo diário obrigam, ainda esperançoso, ouso prever: temos todas as condições de fazer de 2010 um ano glorioso, em todos os sentidos e campos, para o Brasil. Requisito básico essencial para começar a caminhada: vergonha na cara e respeito ao país e ao semelhante. E cobrança permanente junto aos que iremos eleger.

Boa sorte Brasil.

E nem falei da Copa do Mundo, em junho.

 

 

 



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