| |  |  | Paulo
Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado
em rádio e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor
universitário. Atua profissionalmente como executivo e participa de entidades
como voluntário na causa da educação e da cidadania. Membro de conselhos,
associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e internacionais.
Palestrante, escritor. | 
12/01/2010
OLHANDO PARA TRÁS E ERRANDO NOVAMENTE
Parece ser característica história irreversível a tendência da esquerda falida como regime político olhar para trás em vez de buscar um presente melhor e um futuro mais promissor.
A polêmica levantada pelo decreto dos direitos humanos, a começar pela tal Comissão da Verdade –típico dos que se elegem acima do bem e do mal- é anacrônica, fora de hora e lugar e está absolutamente defasada na história do país.
Deve-se,certamente, trazer à luz os fatos verdadeiramente acontecidos no período em que houve conflito armado entre os militares que estavam no poder, sem a legitimidade das eleições e os integrantes de grupos de esquerda que desejavam mais do que derrubar o regime militar fechado, a chamada ditadura, implantar a também chamada ditadura do proletariado através da derrubada do regime pela força.
Por ser ocioso não vou entrar nesse mérito ,num momento em que o assunto é manchete há vários dias nos jornais e na mídia em geral, mostrando como a sociedade em geral está descontente com mais essa tentativa dos setores radicais do governo Lula em impor sua vontade e sua “verdade”.
Com as devidas escusas por não lembrar-me o nome do autor , li estes dias um artigo onde o jornalista dizia que,na verdade, essa ação promovida pela Secretaria de Direitos Humanos do governo Lula, pelo ex-militante da luta armada, Paulo Vanuchi, como foram também militantes armados José Dirceu,José Genoino,Dilma Roussef e tantos outros é a tantativa de mostrar aos setores de esquerda que o governo Lula não deixou de lado os ideais dos socialistas que o apoiaram.
A forma pouco amistosa como as Forças Armadas, a Igreja, os setores de agro- negócios e a própria mídia em geral, sem falar em políticos, membros do próprio governo Lula e a população, conforme se lê nas colunas dos leitores,estão reagindo ao conteúdo estapafúrdio da proposta contida em decreto assinado por Lula, revela , no mínimo, uma busca pela retomada da divisão que o país superou com grandeza olhando para o futuro e não para trás, com a lei da anistia.
As análises mais lúcidas do assunto revelam que se trata de mais um tiro no pé que o PT radical dá no governo Lula e em si mesmo. O Brasil tem imensos problemas a superar,inclusive e principalmente, na área dos direitos humanos. A rotina pacífica do país está praticamente dominada pelo crime organizado,onde criminosos estão infiltrados em posições importantes do poder público .
Nesses últimos 40 anos o mundo mudou vigorosamente e o Brasil mais ainda. Tem problemas abissais mas encontrou ,na paz, o caminho da busca pela maior justiça social e melhorar qualidade de vida da maioria de sua população pelo entendimento, pela alternância de partidos e grupos políticos de forma democrática no poder.
O presidente Lula tem nas mãos para decidir a questão da extradição do criminoso italiano. Tem a questão da decisão da compra dos caças estrangeiros numa licitação internacional cheia de problemas e contradições dentro do próprio governo. Tem os problemas diários criados pelo Itamaraty na hoje conturbada e confusa política externa brasileira.E tem, fora a rotina do governo, a árdua missão que se impôs de transformar a carrancuda Dilma numa flor de ternura eleitoral.
Além de tudo isso, muito embora por suas felizes férias em próprio da Marinha na Bahia, não parece estar muito incomodado, talvez entenda que não precisasse de mais esse problema agora. Considere-se também que assinou o decreto a respeito , criando o tal programa, mas ,pode alegar como é praxe que nada sabia.
Sabe-se hoje que não há mais lugar no planeta para o capitalismo selvagem e muito menos para o socialismo que morreu no século passado. A busca pela vida digna do ser humano num regime de liberdade ampla e responsabilidade nos empreendimentos e ações da economia de mercado é o objetivo maior.
Tem, ainda, repito ,sem entrar no mérito da divisão ideológica, até porque se perdeu no tempo, que cuidar da Terra e das populações dos países ,muitos ainda em guerra. Olhar para trás tira a visão da frente . Quem olha para trás,dirigindo, bate no poste.
|
|
|
|  |
| | |
|