| |  |  | Paulo
Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado
em rádio e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor
universitário. Atua profissionalmente como executivo e participa de entidades
como voluntário na causa da educação e da cidadania. Membro de conselhos,
associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e internacionais.
Palestrante, escritor. | 
16/02/2010
Raciocínio eleitoral tucano
Alto prócer tucano, conhecedor dos bastidores e pensamento do governador José Serra, em conversa informal, declara não estar preocupado, no momento, além da apreensão natural do uso deslavado da máquina pública, contrariando a legislação eleitoral, em favor da candidata escolhida pelo presidente Lula para tentar sucedê-lo no poder, com o recente crescimento da ainda ministra Dilma nas pesquisas.
O raciocínio eleitoral tucano comporta em conjunto com o que é de conhecimento público – a candidata petista faz campanha sozinha já há meses com a força do cargo público e o apoio de Lula- uma constatação numérica. Os números da última rodada mostram um crescimento tanto de Dilma quanto de Marina Silva, atualmente no PV, em torno de 6% cada.
No entendimento deste tucano tratam-se dos mesmos 12% que eram atribuídos anteriormente à ex-senadora alagoana Heloisa Helena. Com a retirada do nome da integrante do PSol das fichas de pesquisa oferecidas aos eleitores, seus simpatizantes se dividiram entre Dilma e Marina, por se tratar de um eleitorado historicamente afastado dos tucanos, mas ressabiados com o governo Lula. Os 6% de Dilma foram por falta de alternativas capazes de atrair o interesse desse contingente de votos.
Segundo o mesmo raciocínio, ao deixar o cargo de ministra e perder os privilégios da função e o poder atual, tendo que se expor como de fato é, no horário eleitoral, Dilma não terá a mesma evolução e Marina deverá chegar a uma faixa máxima em torno de 10% do eleitorado.
Com a, finalmente, declaração de candidatura de Serra que deverá acontecer em março, entende o tucano que as forças eleitorais começarão a se compor de forma a refletir a disposição do eleitorado e a evolução das candidaturas calcadas na realidade da própria campanha.
Arruda preso
A prisão do agora governador licenciado do Distrito Federal, José Roberto Arruda, mesmo que ganhe habeas corpus, ou não, é um marco na história do combate à corrupção. Pode-se, todavia admitir que ela ocorreu pela conjugação de interesses de forças políticas de alto poder de fogo diante da afronta que os fatos revelaram e por se tratar de um político não ligado as bases partidárias de sustentação do governo Lula.
O mensalão do PT foi (permanece?) de amplitude maior e envolvendo nomes carimbados de então do governo central. Não teve um figurão preso. Ao contrário, muitos deles seguem agindo nos bastidores do poder nacional.
A sociedade brasileira, ao menos sua parte não podre, a que trabalha honestamente e paga seus impostos sem enganar a receita, espera que haja de verdade e definitivamente, ação concreta contra os malfeitores da República, estejam em que partido ou cargo estiverem.
O Brasil é grande demais para ser gatunado por um bando de políticos que merecem estar mais nas paginas policiais do que no noticiário nacional. E como os há.
Cadeia em todos eles e a população honesta sorrirá de alegria por se sentir menos idiota.
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