| |  |  | Paulo
Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado
em rádio e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor
universitário. Atua profissionalmente como executivo e participa de entidades
como voluntário na causa da educação e da cidadania. Membro de conselhos,
associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e internacionais.
Palestrante, escritor. | 
19/01/2010
O EXEMPLO DO CHILE
É pertinente supor que há gente não dormindo pelas redondezas do Planalto Central, no círculo do poder.
O resultado da eleição presidencial do Chile, neste último domingo, que deu a vitória nas urnas ao candidato de oposição à presidente Michele Bachelet, é um alerta berrante de que prestígio de presidente não transfere voto.
Bachelet tem 81% de índice de aprovação pela população chilena. E ainda assim seu candidato, para quem fez campanha, Eduardo Frei, foi derrotado.
Sebastián Miguel Piñeira, da coligação Aliança, tida como de centro direita, venceu após vinte anos de domínio da chamada esquerda naquele país.
Hoje em dia esses rótulos são extemporâneos. Desde a queda do Muro de Berlim, somente Cuba, as viúvas de Marx e Stalin e adjacências (Chaves Chapolin, Morales, etc...), acreditam, obviamente por interesse pessoal, que ainda existe a divisão direita esquerda no mundo. Tanto a direita quanto a esquerda se tornaram peças de museu. Pertencem à história do século XX.
O significativo disso não é a estigmatização ideológica que sempre se fará. O ministro Tarso Genro, por exemplo, campeão de uso de jatinhos da FAB para seus deslocamentos para fazer campanha no estado gaucho,deve estar se remoendo. O que de fato é relevante é o fato de estar havendo uma oscilação de pendulo. Não de esquerda para a direita, mas de volta da direção anterior. No Brasil já houve a vez do PDS (antiga Arena). O pendulo voltou para o PMDB (antigo MDB). Depois foi o PSDB. O pendulo levou ao PT. Pode estar chegando a hora da movimentação oposta. No Chile, aconteceu.
No frigir dos ovos a obse3rvação é esta: Bachelet, com 81% de aprovação não conseguiu transferir seu prestígio para seu candidato. Conseguirá o presidente brasileiro, com índices elevados de popularidade, transferir votos para a candidata que está impingindo ao país?
O exemplo do Chile deve estar sendo analisado por situação e oposição no Brasil. E no caso chileno, o candidato do governo é um ex-presidente, como nome e presença no cenário político.
No Brasil, a ungida de Lula foi indicada pelo dedo do ocupante do Planalto. Não tem passado político significativo a não ser sua participação na luta armada que tentou derrubar a ditadura militar para impor a ditadura do proletariado.
Dilma não tem experiência executiva nem legislativa, fora cargos que ocupou pelo PDT gaucho e agora pelo PT. Não tem carisma. Não tem leveza e, ainda por cima, é desconhecida. O esforço brutal do governo em promover seu nome com recursos públicos é também desgastante para o próprio governo.
Uma coisa é certa. Lula mantém sua popularidade, mas o país toma consciência, a cada dia, dos desatinos e erros, sem falar nas denuncias de corrupção e mau uso do dinheiro público, que se praticam desde 2003.
O exemplo do Chile pode significar que os reinados de ditos socialistas bolivarianos (seja lá o que isto queira dizer), como Chaves, Morales, Correa, etc, possam estar começando a cansar as populações de seus países?
Antidemocratas convictos como os mencionados farão de tudo para não largar o poder. Lula tem se mostrado comprometido com a democracia e a ordem democrática, apesar dos incendiários petistas, como Vanuchi, Genro, Garcia e outros, que dão tiros no pé o tempo todo.
Façam suas apostas. O jogo está apenas começando. Cabe a você, apostador (eleitor) dar a ordem às coisas.
|
|
|
|  |
| | |
|