| |  |  | Paulo
Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado
em rádio e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor
universitário. Atua profissionalmente como executivo e participa de entidades
como voluntário na causa da educação e da cidadania. Membro de conselhos,
associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e internacionais.
Palestrante, escritor. | 
DESALENTO GERAL
Não é preciso um instituto de pesquisas –embora seu trabalho possa reforçar- para se constatar o grau de desalento que tomou conta da parcela da população brasileira que acompanha os fatos políticos da vida nacional em face do verdadeiro festival de falta de condições mínimas de ocupação dos cargos que assola o Senado Federal.
Está insuportável para o brasileiro de inteligência mediana verificar como a coisa pública é tratada naquela Casa; de que maneira se comportam os representantes das unidades federativas e , pior de tudo, o comportamento indigno dos que ,pegos com a mão na botija, tentam manipular os fatos e transformar a verdade .
Pouco tem contribuído para a melhoria do cenário geral a forma como sempre reagiu a presidência da República diante de todos os fatos negativos –aí já extrapolando o Congresso- que se acumulam na cena pátria. Ao desdenhar ,menosprezar e generalizar denuncias,acusações e fatos negativos, o presidente contribui para disseminar a sensação de que os políticos e governantes são os donos,proprietários do estado brasileiro,das unidades federativas e dos caixas, do erário.
Esse desalento que se constata nas conversas ,nas ruas, nos taxis, escritórios, onde o brasileiro comum se sente insignificante diante da grandeza da ousadia de quem detendo mandato popular se julga acima do bem e do mal, produz um mal para o Brasil que extrapola os acontecimentos atuais. Incute nas pessoas de bem a quase certeza de que só vão para a vida pública as pessoas desprovidas de caráter, de senso de coletivo ,que se aventuram atrás de fortuna e fama às custas do contribuinte. Pode não ser a verdade absoluta, mas há centenas de casos exemplares nesse sentido.
As pessoas de bem fogem da política e mantém aberto o espaço para os que desmedidamente assacam os recursos comuns em favor pessoal e4 ainda se arvoram em patriotas prestadores de serviços ao país.
São chupins enraizados nas entranhas da nação brasileira sustentados pelo distanciamento dos cidadãos comuns da vida política do país e pela falta de educação, alfabetizadora e de conhecimento que caracteriza a massa brasileira.
Os representantes populares, senadores,deputados, governadores,vereadores,etc. que não cabem no figurino dos crápulas, por algum motivo se calam e diante de sua omissão caem na generalização de que nenhum político presta.
Se os políticos de bem , e os deve haver, começassem a manifestar sua indignação em nome do povo brasileiro, a sem-vergonhice generalizada que a todos nos humilha, começaria a se retrair.
Quando os maus políticos começarem a ser vaiados nos aeroportos, restaurantes, ruas –sem violência- só com demonstração de nojo, as coisas também terão uma mudança de rumo.
Por ora, resta apenas o desalento geral
Obs. Não estou incitando nem defendendo que os políticos sejam vaiados. Só me parece que é algo que vai virar rotina,no andar da carruagem.
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