| |  |  | Paulo
Saab, graduado em Direito pelo Largo de São Francisco(USP), jornalista especializado
em rádio e TV, colunista e editorialista do Diário do Comércio e professor
universitário. Atua profissionalmente como executivo e participa de entidades
como voluntário na causa da educação e da cidadania. Membro de conselhos,
associações e organizações empresariais, educativas, nacionais e internacionais.
Palestrante, escritor. | 
A ERA DO COMPUTADOR
Internet eu tenho certeza de que você, leitor, já ouviu falar, sabe do que se trata e, até, sabe “navegar” com certa facilidade. Se não sabe você está ficando por fora do mundo moderno.
A questão é que a nova tecnologia, já não tão nova assim, começa a se tornar fundamental para a vida e a comunicação, evoluindo de maneira avassaladora. As gerações que conseguiram chegar ao estágio de saber usar o computador como editor de texto, de planilhas, de gráficos, de acesso à informação, movimentação bancária e pesquisas, entre outras infinitas possibilidades, se depara com os novos produtos que vão surgindo dentro do mesmo meio a cada dia. Além do “site”, do “e-mail”, tem também o “blog” e mais recentemente o “twitter”, para ficar apenas nos mais comentados.
Em meus limitados conhecimentos entendo que o blog é uma espécie de site particular por onde as pessoas se expõem e dizem ao mundo o que pensam e acham das coisas, e o twitter é uma espécie de mensagem curta espaçada onde o titular vai dizendo o que está fazendo naquele momento. Tem também algumas formas de comunicação como Orkut, Facebook, coisas semelhantes, mas confesso que essas ainda estão num estágio onde só podem chegar os que nasceram na era da informática.
Faço estas ignorantes considerações, embora já há muitos anos escreva e envie estas linhas por computador, por ter minha atenção chamada por uma declaração do governador José Serra, segundo a qual o computador não vai poder ficar de fora nas eleições de 2010. Sei que já não ficou nas duas anteriores. Conheço um deputado estadual eleito em 2006 e um vereador eleito em 2008 com campanhas praticamente feitas através de multiplicação de mensagens de amigos pela Internet.
A questão é que agora virou moda dos políticos terem blogs, twitters, e passarem o dia fazendo comentários ou dizendo onde estão ou o que estão fazendo, como forma de se comunicar com seus possíveis eleitores, ou seguidores, na linguagem do meio.
Político atual,que se preze, está inserido na era do computador. Foi assim que Mercandante caiu em descrédito. Comunicou ao mundo que sua renuncia à liderança do PT no Senado seria irrevogável e precisou voltar atrás. Ficou chato e pode ter comprometido a próxima eleição do petista.
Há muitos outros exemplos. Inclusive, a regulamentação amordaçadora que os próprios políticos querem criar para “regulamentar” a internet em pleitos. Hoje em dia há blogs e twitters de Dilma a Serra, passando por muitos outros com pretensões eleitorais.
Interessante notar que os sites, blogs, seja lá o que for de cada um dá notícia de vantagens e realizações positivas de seus titulares. Afinal, o espaço é dele. Seria como eu falar bem de mim mesmo neste canto importante de comunicação com o público. Mal eu não falaria. O leitor pode se desejar. Eu publico.
O importante para ser considerado, nesta abordagem, é que os meios de comunicação e sedução do político para com o eleitor, o público em geral, está mudando para novos recursos tecnológicos. Os comícios morreram. Os showmícios morreram. As carretas vão morrer. Vai sobrar a mídia de massa e a multimídia, onde a Internet se insere.
Com os recursos existentes até aqui o Brasil tem colocado, via voto direto, em cargos de relevância fundamental para a vida de todos, pessoas na maioria das vezes despreparadas para tal missão.
Caso a maioria ignore ou não saiba explorar (no sentido de pesquisa) os recursos do meio para melhor conhecimento dos candidatos, o estelionato eleitoral generalizado que predomina no país tende a se tornar eletrônico. Sem que o eleitor jamais veja pessoalmente, frente a frente, o candidato que pede seu voto. O eleito vai se tornar um político, como os atuais, distante de sua “base” e ainda, mandando mensagens positivas a seu respeito, mas escondido atrás de uma tela de computador.
Você está preparado para além do voto na urna eletrônica, a campanha eletrônica?
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