Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.

Sou vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.

Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.

O que poucos sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira em diversas categorias menores.

Posteriormente, continuei jogando nas equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros, pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.

Apaixonado por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente úteis na vida profissional.













E a cidade amanheceu verde


Luiz Alberto Machado - 08/03/2007

Como é bom ganhar do Corinthians! Depois de um bom tempo sem ter o que comemorar - seu último título de alguma relevância foi a conquista da série B do Campeonato Brasileiro em 2003 - a vitória sobre seu mais tradicional rival, ainda mais pelo elástico placar de 3 a 0, foi comemorada pelos palmeirenses como se fosse a conquista de um grande título.

Há muito tempo eu não via, nos corredores da FAAP, nas quadras do Pinheiros e nas ruas da cidade, tantas camisas verdes, ostentadas por orgulhosos palmeirenses de todas as idades. A partida, conhecida como Derby Paulista, realizada sob o abrasador calor do ensolarado domingo, foi bastante disputada, uma vez que as duas equipes cumprem campanha apenas regular, cheia de altos e baixos, e o perdedor, o Corinthians, ficou numa situação bastante difícil, com a possibilidade de se classificar para uma das quatro vagas da fase final amplamente comprometida.

Os destaques positivos foram o veterano Edmundo e o jovem chileno Valdívia, cuja habilidade se constituiu em diferencial a favor do Palmeiras. É sempre fator de alegria constatar que o talento e a técnica prevaleceram diante da força e da intimidação. A lamentar, as contusões de Nilmar e Alemão, que mesmo não sendo provocadas pela violência que muitas vezes campeia em nossos campos, fará com que os dois atacantes permaneçam afastados dos gramados por um período de seis a oito meses.

É claro que o jogo esteve longe de reproduzir batalhas históricas já disputadas por esses dois grandes clubes. O próprio público presente, de poucos mais de 28.000 pessoas, reflete o descrédito das atuais equipes diante de suas próprias torcidas. Como palmeirense de razoável bom senso, tenho consciência da limitação do atual elenco e das dificuldades que estão por vir em razão da frágil situação financeira a que o clube chegou em decorrência de anos e anos de gestão incompetente.

Nada disso, porém, importa. Nesses dias que se seguem à bela vitória do último domingo, quero apenas curtir o bom momento. Como é gostoso ganhar do Corinthians!

 

 



Débora Nascimentonascimentod@yahoo.com.br

Caro Sr. Machado

Admiro e acompanho seu trabalho.
Parabéns!!
Abraço


Marcãomaoliveira@faap.br

Logo após a esta vitória fiz a seguinte projeção: Em mais dois finais de semana o Palmeiras estaria entre os quatro e o Edmundo também estaria entre os artilheiros do campeonato, pois estava se acostumando e gostando de marcar dois gols por domingo.

Muito longe de ser um profeta, mas os milagres aconteceram e o Palestra está entre no G4, e o Edmundo já fez 8 gols.



Marco Aurélio Xavier Soares de Mellomarcomax@uol.com.br

Caro Machado,

Eu diria que, semestralmente, Palmeiras e Corinthians disputam dois troféus; o primeiro, sem muita importância, é aquele dado ao ganhador do campeonato, muitas vezes recheado de dúvidas e falcatruas. O segundo, cuja conquista se compara a de um alpinista quando atinge o cume do Everest, é o da vitória sobre o arqui-rival.

Neste semestre, não precisamos de mais nada....

Antonio sergio bichirasbichir@hotmail.com


Vamos ver se agora vai, Beto!

Eu disse no meu comentário \'virtual\' que seu artigo tem a marca da boa e debochada provocação, sobretudo ao nosso companheiro Geraldo, torcedor incontido do time da marginal sem número. Bem, o fato é que Edmundo não iria jogar, ao menos o tempo que jogou; o Valdívia vinha de boas participações, mas pouco eficientes (hummm, detesto esse adjetivo); o próprio time ainda não constitui um \'time\', e nos deparamos com um adversário ainda mais frágil e desorganizado. Até parece que o Leão armou para o Palmeiras vencer...

A minha sensação, Beto, vendo o Palmeiras jogar, é a de que a bola apanha muito, malgrado alguma melhora, aqui e ali. Tanto é verdade que - uma no cravo e outra na ferradura - perdemos na partida seguinte. Mas, concordo com você: vencer os nossos maiores rivais supera qualquer coisa.

abraço,

Antonio Sergio Bichirasbichir@hotmail.com

Não entendi: torcedor de razoável bom senso, em relação ao nosso \'timinho\' ou a \'ser torcedor\' em sentido estrito? (rsss).

Bem, para mim, tomo o artigo como uma precária provocação aos moradores da marginal sem número... O jogo esteve longe de ser um grande jogo, exceto (e aí concordo com vc) pelo fato de ser contra o arquirival. O Edmundo não pode e não deve jogar mais de uma partida por semana. Sua presença foi decisiva no clássico.

De resto, não me iludo, Beto, pois com esse time é uma no cravo, outra na ferradura...

abração


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