Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.

Sou vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.

Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.

O que poucos sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira em diversas categorias menores.

Posteriormente, continuei jogando nas equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros, pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.

Apaixonado por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente úteis na vida profissional.














Wimbledon: tradição, elegância e excelência


Luiz Alberto Machado - 10/07/2007

 

O fim de semana dos dias 7 e 8 de julho ficará registrado na história de Wimbledon, verdadeiro templo do tênis mundial, como o da consagração de dois legítimos campeões da modalidade: Venus Williams e Roger Federer.

No tradicionalíssimo torneio, disputado pela primeira vez em 1877, tido como um dos mais famosos de todo o esporte mundial, em que a elegância regada a champagne e morangos com chantilly se mistura com a excelência no esporte, dois autênticos campeões inscreveram, uma vez mais, seus nomes na galeria dos grandes vencedores.

No sábado, dia 7, a norte-americana Venus Williams conquistou o torneio de simples feminina pela quarta vez, surpreendendo os analistas, pois não vinha de uma boa temporada e, há muito tempo, havia deixado de figurar entre as primeiras do ranking. Em Wimbledon, porém, ela mostrou que se sente em casa, superando a sérvia Ana Ivanovic - a mais nova musa da modalidade - na semifinal, e a surpreendente francesa Marion Bartoli - que venceu a número 1 do mundo e favorita ao título, Justine Henin, na outra semifinal - por inapeláveis 2 a 0, com parciais de 6 a 4 e 6 a 1, em quase uma hora e meia de jogo. Com a conquista, Venus Williams torna-se a sexta tenista a conquistar por quatro vezes o tradicional torneio, juntando-se a nomes como Lambert Chambers, Blanche Hillyard, Billie Jean King (6 vezes campeã), Suzanne Lenglen (6), Steffi Graf (7), Helen Wills (8), Charlotte Dod Cooper (8) e Martina Navratilova, a maior vencedora de todos os tempos, com 9 títulos. Margareth Smith, Maria Esther Bueno e Chris Evert venceram o torneio 3 vezes.

No domingo, dia 8, foi disputada a esperada final entre os dois melhores tenistas da atualidade, o suíço Roger Federer e o espanhol Rafael Nadal, numa repetição da final de Roland Garros, realizada algumas semanas antes. A rigor, as finais entre os dois tenistas têm sido uma constante, numa evidente demonstração da superioridade que ambos ostentam frente a todos os demais participantes do circuito. E, confirmando sua condição de número 1, Federer conquistou mais um título, o quinto consecutivo em Wimbledon, igualando o feito do lendário Bjorn Borg, que também conquistou o mesmo título de 1976 a 1980, e H. Laurie Doherty, que conquistou o torneio de 1902 a 1906. Dessa forma, conseguiu impor, mais uma vez, sua maior categoria diante do espanhol, o que só não se verifica na quadra de saibro, piso em que Nadal tem se mostrado quase invencível, perdendo apenas uma partida, justamente para Federer, depois de permanecer sem ser derrotado por mais de 80 partidas. Em cinco sets de uma partida de altíssimo nível, Federer ganhou por 3 a 2, em quase quatro horas de jogo.

Os maiores ganhadores de Wimbledon são William Renshaw, com 7 vitórias (6 consecutivas) e Pete Sampras, com 6. Há que se considerar, no entanto, que alguns dos maiores jogadores de todos os tempos foram prejudicados por não poderem disputar o torneio durante a fase de transição para o profissionalismo, o que acabou contribuindo para que não conquistassem o título tantas vezes. É o caso, por exemplo, de Rod Laver, Roy Emerson e John Newcombe.

Depois de duas semanas com muita chuva, o que não é de se estranhar em se tratando de Londres, parece que até São Pedro resolveu colaborar, pois o fim de semana das finais - e também do Grande Prêmio da Inglaterra, disputado em Silverstone - teve dias bonitos e ensolarados, o que contribuiu para a beleza do evento.

Como é comum ocorrer, além de membros da realeza que estiveram presentes e participaram da cerimônia de premiação, Wimbledon contou este ano com a presença de inúmeros campeões do passado, que lá estiveram abrilhantando ainda mais o torneio. Entre eles, faço questão de destacar o sueco Bjorn Borg, o alemão Boris Becker, o espanhol Manuel Santana, os americanos John McEnroe e Jimmy Connors (atual técnico de Andy Roddick), a nossa Maria Esther Bueno e muitos outros, cujos nomes não me vêm agora à memória.

Quem esteve lá também foi Gustavo Kuerten, que embora jamais tenha vencido em Wimbledon, continua sendo aclamado como um grande ídolo, onde quer que apareça. Guga, aliás, deu muita força à dupla brasileira formada por André Sá e Marcelo Mello, uma das grandes surpresas da competição, atingindo a semifinal e só perdendo para a dupla campeã, dos franceses Arnaud Clement e Michael Llodra. A dupla brasileira foi protagonista também de uma partida histórica, que teve três dias de duração em função das interrupções provocadas pelas chuvas, e que acabou com a vitória no quinto set pelo placar de 28 a 26.

Oxalá seja a primeira de uma série de bons resultados, pois o tênis brasileiro está necessitando desesperadamente disso!


 

 

 



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