Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.

Sou vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.

Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.

O que poucos sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira em diversas categorias menores.

Posteriormente, continuei jogando nas equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros, pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.

Apaixonado por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente úteis na vida profissional.














O show dos "garotos"


Luiz Alberto Machado - 13/06/2007


Emoção, beleza e glamour combinaram-se num fantástico pano de fundo para o show de dois jovens talentos em modalidades consideradas das mais excitantes no mundo dos esportes: o tênis e o automobilismo.

Na belíssima Paris, no complexo de Roland Garros, naquele que é tido como o mais charmoso torneio do circuito internacional, o espanhol Rafael Nadal, com a incrível maturidade acumulada em seus 21 anos, confirmou sua condição de "rei do saibro" ao vencer por 3 sets a 1 o suíço Roger Federar, tornando-se, assim, tricampeão desse torneio. Com isso, frustrou uma vez mais o número 1 do mundo em sua ambição de conquistar o Grand Slam - conjunto dos quatro torneios mais importantes do circuito, os Abertos da Austrália, da França, da Inglaterra (nas tradicionalíssimas quadras de grama de Wimblendon), e dos Estados Unidos.

A partida, disputada num nível elevadíssimo, reeditou o confronto entre, de um lado, a raça e o extraordinário vigor físico de Nadal e, de outro, a apurada técnica e a excepcional categoria de Federer, que pagou um alto preço por não ter aproveitado as inúmeras possibilidades de quebrar o serviço do adversário, saindo na frente no 1° set. Aquilo que, no futebol, os comentaristas costumam definir como "quem não faz, toma".

Para nós brasileiros, a gota a mais de emoção ficou por conta da homenagem que os organizadores do torneio fizeram a Gustavo Kuerten pelos 10 anos da conquista de seu primeiro título em Roland Garros, outorgando-lhe a responsabilidade de entregar os troféus aos dois finalistas.

O outro jovem talento que deu show no último domingo foi o inglês Lewis Hamilton, que obteve sua primeira vitória na Fórmula 1, no Grande Prêmio do Canadá, disputado no circuito Gilles Villeneuve, na bela Ilha de Notre Dame, em Montreal. Com a vitória, o inglês, de 22 anos, registra mais um feito fantástico em seu inigualável começo de carreira: 6 pódios em 6 grandes prêmios disputados, colocando-se, de forma definitiva, como aspirante ao título, apesar de estar em sua primeira temporada na categoria máxima do automobilismo. A briga promete ser interessantíssima ao longo de todo o campeonato, para deleite dos amantes da modalidade, que há anos tiveram que se limitar a ver a competição restrita a não mais do que dois pilotos.

Além da emoção proporcionada pelas sucessivas ultrapassagens e constante alternância nas principais colocações, o Grande Prêmio do Canadá ficará também marcado na memória de todos pelo espetacular acidente sofrido por mais um jovem talento, o polonês Robert Kubica. Felizmente, desta vez, sem deixar seqüelas, o que evidencia o notável avanço verificado nos padrões de segurança dos carros, num processo que ganhou impulso após a morte de Ayrton Senna e de Roland Ratzemberguer no Grande Prêmio de Ímola, em 1994.

Em nome dos admiradores do esporte, concluo dizendo: obrigado, "garotos", por tamanha demonstração de talento, competência e ousadia.



 

 

Antonio Sergio Bichir
asbichir@hotmail.com 14/06/2007


 


Assino embaixo. Diria que a palavra-chave é ousadia. Sem ela, todos os esforços, boas-intenções e \'bom-mocismos\' se esboroam. Outra não foi a marca que Senna nos legou, em anos (poucos, acho) de notáveis conquistas, de momentos mágicos e de lembranças permanentes. Vc esqueceu de mencionar o fato de que Hamilton logrou nesse 2007 uma marca jamais alcançada/atingida por qualquer outro piloto, em seu ano de estréia. O grande Emerson só venceu na última prova de 1970 (Watkins Glen; Peterson só venceu ao se transferir para a Lotus; Stewart comeu grama na Matra, até conseguir sua primeira vitória. E, o grande Clark, se não me engano, venceu no meio da temporada (acho que em 1961 ou 1962). O cara é fantástico. Quanto a Nadal e Federer, não sei mais o que dizer. Embora o suíço tenha progredido muito no campo psicológico, Nadal o supera em muitos pontos nesse quesito. Em cntp (condições normais de temperatura e pressão) Federer não o vence no saibro.
Quanto ao Guga, como já lhe falei, experimentei um duplo sentimento: prazer e frustração. É isso aí!

Abração


 



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