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O
show dos "garotos"
Luiz Alberto Machado -
13/06/2007
Emoção, beleza e glamour combinaram-se
num fantástico pano de fundo para o show
de dois jovens talentos em modalidades consideradas
das mais excitantes no mundo dos esportes: o tênis
e o automobilismo.
Na belíssima Paris, no complexo de Roland
Garros, naquele que é tido como o mais charmoso
torneio do circuito internacional, o espanhol Rafael
Nadal, com a incrível maturidade acumulada
em seus 21 anos, confirmou sua condição
de "rei do saibro" ao vencer por 3 sets
a 1 o suíço Roger Federar, tornando-se,
assim, tricampeão desse torneio. Com isso,
frustrou uma vez mais o número 1 do mundo
em sua ambição de conquistar o Grand
Slam - conjunto dos quatro torneios mais importantes
do circuito, os Abertos da Austrália, da
França, da Inglaterra (nas tradicionalíssimas
quadras de grama de Wimblendon), e dos Estados Unidos.
A partida, disputada num nível elevadíssimo,
reeditou o confronto entre, de um lado, a raça
e o extraordinário vigor físico de
Nadal e, de outro, a apurada técnica e a
excepcional categoria de Federer, que pagou um alto
preço por não ter aproveitado as inúmeras
possibilidades de quebrar o serviço do adversário,
saindo na frente no 1° set. Aquilo que, no futebol,
os comentaristas costumam definir como "quem
não faz, toma".
Para nós brasileiros, a gota a mais de emoção
ficou por conta da homenagem que os organizadores
do torneio fizeram a Gustavo Kuerten pelos 10 anos
da conquista de seu primeiro título em Roland
Garros, outorgando-lhe a responsabilidade de entregar
os troféus aos dois finalistas.
O outro jovem talento que deu show no último
domingo foi o inglês Lewis Hamilton, que obteve
sua primeira vitória na Fórmula 1,
no Grande Prêmio do Canadá, disputado
no circuito Gilles Villeneuve, na bela Ilha de Notre
Dame, em Montreal. Com a vitória, o inglês,
de 22 anos, registra mais um feito fantástico
em seu inigualável começo de carreira:
6 pódios em 6 grandes prêmios disputados,
colocando-se, de forma definitiva, como aspirante
ao título, apesar de estar em sua primeira
temporada na categoria máxima do automobilismo.
A briga promete ser interessantíssima ao
longo de todo o campeonato, para deleite dos amantes
da modalidade, que há anos tiveram que se
limitar a ver a competição restrita
a não mais do que dois pilotos.
Além da emoção proporcionada
pelas sucessivas ultrapassagens e constante alternância
nas principais colocações, o Grande
Prêmio do Canadá ficará também
marcado na memória de todos pelo espetacular
acidente sofrido por mais um jovem talento, o polonês
Robert Kubica. Felizmente, desta vez, sem deixar
seqüelas, o que evidencia o notável
avanço verificado nos padrões de segurança
dos carros, num processo que ganhou impulso após
a morte de Ayrton Senna e de Roland Ratzemberguer
no Grande Prêmio de Ímola, em 1994.
Em nome dos admiradores do esporte, concluo dizendo:
obrigado, "garotos", por tamanha demonstração
de talento, competência e ousadia.
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