Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.

Sou vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.

Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.

O que poucos sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira em diversas categorias menores.

Posteriormente, continuei jogando nas equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros, pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.

Apaixonado por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente úteis na vida profissional.














Ídolos que se vão, lendas que ficam.


Luiz Alberto Machado - 13/09/2006


Terminei meu artigo da semana reverenciando Andre Agassi, um dos maiores tenistas de todos os tempos, o único depois de Rod Laver a vencer os quatro torneios que compõem o Grand Slam (o aberto da Austrália, em Melbourne; o da França, em Roland Garros; o da Inglaterra, em Wimbledon; e o dos Estados Unidos, em Flushing Meadows), se bem que, ao contrário de Laver, não no mesmo ano.

Tal fato, porém não deve ser muito enfatizado para desmerecer essa extraordinária conquista, pois grandes campeões como Borg, Connors, Villas, Lendl, Sampras, Becker e Federer (ainda) não o conseguiram. A todos eles ficou faltando vencer pelo menos um desses grandes torneios. Ao longo da carreira, Agassi conquistou 60 títulos em simples, o primeiro deles em Itaparica, no ano de 1987, quando derrotou o brasileiro Luiz Mattar na final. No último domingo, outros dois grandes ídolos do esporte mundial anunciaram sua aposentadoria, Martina Navratilova e Michael Schumacher.

Martina Navratilova deixa as quadras com mais um título. Às vésperas de completar 50 anos, Navratilova conquistou o título de duplas mistas do US Open jogando ao lado de Bob Bryan, um dos maiores duplistas da atualidade. Sua carreira apresenta números impressionantes: somando os títulos em simples e em duplas, ela conquistou 59 vitórias em torneios de Grand Slam.

No total, ela venceu 344 títulos em sua longa carreira de 32 anos. Faço questão de destacar o fato de Navratilova conseguir se manter jogando em alto nível até os 50 anos de idade, numa modalidade em que o surgimento de jovens prodígios ocorre com incrível freqüência, levando à aposentadoria precoce uma série de grandes nomes.

Alguns poderão alegar que Navratilova nos últimos anos só se manteve competitiva disputando torneios em duplas femininas e mistas. Para estes, lembro apenas que em vários torneios - inclusive no US Open deste ano - Navratilova teve que disputar mais de uma partida por dia, algo impossível para muitos jogadores com metade da sua idade. Nascida na Tchecoslováquia e naturalizada norte-americana, Navratilova assumiu corajosamente seu homossexualismo e jamais deixou de defender os direitos de gays e de lésbicas.

O alemão Michael Schumacher - que seguirá disputando o campeonato deste ano até o seu final, dia 22 de outubro, em Interlagos - é outro que detém números impressionantes, que dificilmente serão igualados por qualquer outro corredor: até agora são 90 vitórias, 68 poles positions e sete títulos - um bicampeonato em 1994 e 1995, com a Benetton e um pentacampeonato com a Ferrari, de 2000 a 2004.

E pode fechar o ciclo de ouro com o título de 2006, uma vez que com a vitória em Monza ele reduziu sensivelmente a diferença que o separa do espanhol Fernando Alonso, que tenta o bicampeonato e que lidera o campeonato desde o início da temporada. Embora para muitos - em especial no Brasil - o maior corredor de todos os tempos seja Ayrton Senna, os números são francamente favoráveis ao piloto alemão que, curiosamente, poderá conquistar seu último título no Brasil, o oposto de Agassi, que aqui conquistou o primeiro título de sua vitoriosa carreira.

É claro que o esporte tem como uma de suas mais notáveis características a de produzir novos ídolos, que acabam por preencher as lacunas deixadas por aqueles que vão encerrando suas carreiras.

Mas esportistas como Agassi, Navratilova e Schumacher farão parte, seguramente, de um panteão seleto, o daqueles que se transformam em lendas, tendo suas façanhas reverenciadas por gerações e gerações.






 
 

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