Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.

Sou vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.

Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.

O que poucos sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira em diversas categorias menores.

Posteriormente, continuei jogando nas equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros, pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.

Apaixonado por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente úteis na vida profissional.














Sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor!


Luiz Alberto Machado - 16/07/2007

 

Foi com esse coro que os jogadores da Seleção Brasileira que se encontravam no banco de reservas nos momentos finais da partida contra a Seleção Argentina iniciaram a comemoração pela grande vitória sobre o nosso mais tradicional rival, pelo placar inconteste de 3 a 0, na conquista do bicampeonato da Copa América, disputada em campos da Venezuela.

Foi, na verdade, uma maneira bem brasileira de expressar o orgulho de um povo num dia em que seus atletas demonstraram enorme valor, em competições importantes, em modalidades diferentes, disputadas em diversas localidades do planeta.

As conquistas tiveram início pela manhã, quando a velocista Bárbara Leôncio, de apenas 15 anos, venceu a prova dos 200 metros rasos no Campeonato Mundial Juvenil realizado na República Checa. Bárbara confirmou a condição de uma das maiores promessas do atletismo brasileiro, vencendo uma prova na qual, tradicionalmente, nossas atletas não apresentam qualquer destaque. Em quarto lugar na mesma prova chegou outra brasileira, Rosângela Santos, que já havia conquistado a medalha de prata nos 100 metros rasos e que irá integrar a equipe de atletismo nos Jogos Panamericanos, onde fará parte da prova de revezamento 4 X 100.

Poucos minutos depois, Diogo Silva conquistou a primeira medalha de ouro do Brasil nesta edição dos Jogos Panamericanos, vencendo por folgada margem o peruano Peter Lopez, na modalidade de tae kwon do. Embora pouco divulgada no País, trata-se de uma modalidade em que nossos atletas têm obtido resultados expressivos em competições internacionais, com destaque para o próprio Diogo Silva, que foi medalha de bronze no Pan de Santo Domingo e quarto lugar na Olimpíada de Atenas, e para Natália Falavigna, campeã mundial e também quarto lugar nos Jogos Olímpicos de Atenas.

A tarde começou com mais uma fantástica conquista da super vitoriosa seleção brasileira masculina de voleibol, que, ao derrotar por 3 sets a 1 a seleção russa, em quadras polonesas, obteve pela sétima vez - a quinta consecutiva - o título da Liga Mundial, torneio milionário organizado pela Federação Internacional de Voleibol.

Fica até difícil encontrar adjetivos para qualificar esse grupo extraordinário de jogadores que, sob a batuta do técnico Bernardinho, afirma-se cada vez mais como uma das maiores equipes de todos os tempos, como afirmou o técnico da seleção polonesa, o argentino Raul Lozano, após ser derrotado por nossa seleção na final do Campeonato Mundial disputado no ano passado no Japão.

Como torcedor fanático e grande admirador desse grupo, por tudo que ele vem representando para o esporte nacional, desejo toda a sorte na disputa dos Jogos Panamericanos, pois embora seja um torneio de menor importância em comparação a muitos outros já conquistados por esse grupo, é o único título que falta na carreira dessa geração de jogadores. E nada melhor do que consegui-la diante da enorme torcida brasileira, ansiosa para comemorar com seus ídolos a mais esperada das medalhas de ouro.

Certamente, Bernardinho e os jogadores evitarão que se repita o ocorrido há quatro anos quando, na República Dominicana, quase esse mesmo grupo se deixou levar pelo amplo favoritismo e acabou por perder para a Venezuela, nas semifinais dos Jogos Panamericanos, ficando apenas com a medalha de bronze depois de derrotar a seleção dos Estados Unidos na disputa do 3° lugar.

No país do futebol, porém, nada gera tanta euforia como uma vitória sobre o mais temido rival, principalmente quando este está com o time completo, repleto de estrelas, enquanto a nossa seleção não contava com algumas de suas principais estrelas, o que dava ao adversário a condição de franco favorito, condição esta alardeada tanto pela imprensa argentina como por boa parte da brasileira. Porém, provando mais uma vez a incrível capacidade dos nossos jogadores, a seleção canarinho impôs contundente derrota a los hermanos, contrariando os prognósticos dos "entendidos". Foi a primeira conquista da renovada seleção brasileira numa competição oficial, depois do fracasso na Copa da Alemanha. Foi também uma vitória pessoal do técnico Dunga, bastante criticado antes da vitória em função do futebol medíocre que vinha sendo apresentado pela seleção na maior parte dos amistosos realizados e nos jogos anteriores da própria Copa América. Eu, particularmente, alinho-me àqueles que vêem com desconfiança a filosofia de jogo preferida por Dunga, mas não posso deixar de me render à evidência do bom resultado obtido nesse primeiro grande teste.

Para ser totalmente sincero, devo encerrar este artigo confessando que meu orgulho começou na sexta-feira. E por dois motivos: o primeiro, pela belíssima cerimônia de abertura dos Jogos Panamericanos, após tantos problemas e polêmicas durante os meses que antecederam o evento; o segundo, pela sonora vaia dirigida àquele que "nada faz e nada sabe", pelas 75.000 pessoas presentes no Maracanã. Uma demonstração de cidadania de quem se orgulha de ser brasileiro, mas não agüenta mais as falcatruas e safadezas daqueles que deveriam servir ao povo e que, na maior parte do tempo, não fazem outra coisa a não ser se servirem dele.




 

 

Bichir
asbichir@hotmail.com
16/07/2007

 

Amigo Beto,

Começo com um \'adendo corretivo\': você se esqueceu da brilhante conquista do volei juvenil no Marrocos, num categórico 3x0 sobre a mesma Rússia (na semifinal derrotamos a Itália por difíceis 3x2 e a Rússia o Irã). Lembremo-nos de que boa parte da equipe Russa atual, venceu o campeonato de 2005 e a surpreendente Polônia de hoje, foi derrotada pelos nossos juvenis nesse mesmo ano, em uma semifinal. Acho que a vaia com que o \'debochado\' povo carioca brindou o presidente tinha outro destino, que não o pessoal ou político pura e simples: o carioca adora vair toda e qualquer autoridade presente em eventos esportivos. Foi assim, por exemplo, em 1971, quando o nosso Palmeiras descontou os 3x0 que sofrera no Parque Antárctica e \'meteu\' três pirulitos no pó-de-arroz, se não me engano, com dois gols do grande César e um de Hector Silva. Pois bem, naquela noite, o Maracanã recebia a ilustre presença do general-presidente Emílio Médici. Foi uma sonora vaia...
Sobre o \'incidente\' portenho, acho que eles amarelaram,depois de tomar um gol com tamanha rapidez. Não esperavam e não estavam preparados para sair atrás no placar, acho...Em todo o caso, vale a máxima: em campo são ONZE contra ONZE. É isso aí! O artigo - como sempre - esmera pela precisão e estilo. Eu ia, até, sugerir que vc fizesse um artigo sobre o \'domingo gordo\' com o título \'Domingo Mágico\', mas vc foi mais rápido.
Valeu e um grande abraço.

NB. acho que a premiação com medalhas (inclusive para fins estatísticos) nos campeonatos regionais ou mundiais (Europeu, Sul-americano, Pan, Olimpíada) deveria ser conferida individual e coletivamente. Não é justo que um cara que quebre um \'monte de pratos\' tenha como reconhecimento de seu valor o equivalente a doze (Volei), dez (Basquete) ou onze atletas nos esportes por equipe. Qual a sua opinião?


 


 

Guga Machado
guga@gugamachado.com.br
17/07/2007


Muito bom! Brasil ganhou tudo nesse domingo!
E hoje, já foram alguns ouros no Pan.

 

 


 

Antonio R Batista
arobertob@gmail.com
18/07/2007



Machado,

O esporte prova que o nosso povo é muito melhor do que se apregoa. Pena que a elite política não esteja a altura dele e nos traga só decepções. O esporte é o nosso melhor retrato e você destaca isso com muita propriedade.

 


 



ARTIGOS ANTERIORES
_____________________________________________________________
10/07/07
Wimbledon: tradição, elegância e excelência
25/06/07
Copeiro
13/06/07
O show dos "garotos"
24/05/07
Domingo memorável
28/04/07
Pan do Rio: Sinal Amarelo
23/04/07
Enfim o equilíbrio?
04/04/07
Basquete é Alegria
08/03/07
E a cidade amanheceu verde
24/01/07
Da vida para as quadras e das quadras para a vida
12/01/07
O sucesso não ocorre por acaso
20/12/06
Balanço esportivo
05/12/06
Orgulho de ser brasileiro
28/11/06
A caminho de ser o maior de todos
03/11/06
O antagonismo entre o esporte e a democracia
26/10/06
Lágrimas de alegria e tristeza
11/10/06
Como o futebol explica o mundo
05/10/06
Fanáticos e Alienados
26/09/06
O fim de uma hegemonia?
13/09/06
Ídolos que se vão, lendas que ficam
04/09/06
Enxurrada de emoções
30/08/06
Contraste Brutal
22/08/06
O estreito limite entre o céu e o inferno
11/08/06
A dura vida de um torcedor fanático

.



 
 

.® Direitos Reservados - www.paulosaab.com.br .