Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.

Sou vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.

Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.

O que poucos sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira em diversas categorias menores.

Posteriormente, continuei jogando nas equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros, pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.

Apaixonado por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente úteis na vida profissional.













Kakamania e a supremacia do futebol brasileiro

"Com tanto governante fazendo coisas erradas no Brasil,
está aqui o esporte para limpar a cara do País no exterior."

Pelé


Luiz Alberto Machado - 20/12/2007

Na última segunda-feira, dia 17 de dezembro, a Federação Internacional de Futebol Association - FIFA realizou a tradicional cerimônia anual de premiação dos destaques do ano. E o que se viu foi mais uma prova incontestante da supremacia do futebol brasileiro. Além de um prêmio especial concedido a Pelé - aplaudido demoradamente e de pé pelos os presentes - todos os principais destaques foram do Brasil: Kaká foi eleito o melhor jogador, Marta, a melhor jogadora, e Buru, o melhor do mundo no futebol de praia.

O mais aguardado desses prêmios é, sem dúvida, o de jogador do ano. E a eleição de Kaká coroou um ano fantástico do excepcional atleta que defende atualmente as cores do Milan (que, aliás, foi escolhido como o time do ano). Esse prêmio veio se somar aos outros já recebidos por ele no ano, da revista France Football, da World Soccer e da União Européia - UEFA, e que atestam o reconhecimento generalizado do grande futebol que ele praticou ao longo da temporada. Seu desempenho, na véspera da cerimônia da FIFA, na final do mundial de clubes disputado no Japão entre o Milan e o Boca Juniors da Argentina, foi memorável. Além de ter participado diretamente de três dos quatro gols de sua equipe, Kaká deu um exemplo do que se espera de um jogador completo, ajudando na marcação quando necessário, fazendo a ligação entre defesa e ataque com rapidez, dando passes precisos e chamando o jogo para si nos momentos decisivos, demonstrando uma maturidade e um espírito de liderança raramente encontrados num atleta de apenas 25 anos.

Nas arquibancadas, alguns torcedores vindos da Itália misturavam-se aos milhares de japoneses que torceram ostensivamente para o Milan, muitos dos quais, em grande parte, em razão da presença dos vários brasileiros que integram a equipe despertando verdadeira adoração por parte dos mais fanáticos. Em meio às bandeiras rubro-negras, destacava-se uma enorme bandeira com o desenho do rosto do ídolo, onde se lia, em letras garrafais, a palavra Kakamania.

Os dias que se seguiram à cerimônia da FIFA, em especial o dia seguinte, revelaram o extraordinário significado da premiação e o elevadíssimo magnetismo pessoal de Kaká, cuja figura apareceu em peças publicitárias dos mais variados produtos, em todo o mundo, tanto na mídia impressa como na televisão. Prova evidente de que, além de muito bem pago por seu clube, Kaká engordou sua conta bancária em muitos milhares de dólares... ou euros, o que é aceito com naturalidade pela opinião pública em função das sucessivas demonstrações de que além de ótimo profissional, Kaká é um ser humano exemplar, querido pelos companheiros e por todos os que privam de sua amizade.

Marta, que recebeu o prêmio de melhor jogadora do mundo pelo segundo ano consecutivo, também teve uma excelente temporada, com destacada atuação nos Jogos Pan-Americanos, em que o Brasil conquistou a medalha de ouro com facilidade, e no Campeonato Mundial, do qual foi grande destaque e artilheira, na conquista do vice-campeonato da seleção brasileira. O fato de ter desperdiçado um pênalti na final contra a Alemanha não serviu, nem de leve, para empanar o brilho de sua performance ao longo do ano.

Só que, ao contrário do que ocorre em outras modalidades esportivas, no futebol ainda existe um enorme abismo separando as cifras envolvidas no masculino e no feminino. Assim, recebendo um salário apenas razoável no Umea da Suécia, e distante das polpudas verbas da publicidade, a alagoana Marta, que enfrentou uma série de dificuldades em sua infância, ainda não conseguiu dar à família a vida que deseja. Por isso, ela aproveitou os holofotes para voltar a pedir mais apoio ao futebol feminino.

O dia só não foi completo para o Brasil, pois coincidiu com o da divulgação do último ranking mensal da FIFA, onde a seleção brasileira apareceu em segundo lugar, fechando o ano atrás do selecionado argentino. Um tanto estranho, considerando-se que a seleção Argentina tem colecionado derrotas nos últimos confrontos com a nossa seleção. Em todo o caso, estatísticas são estatísticas...

 

 

 

 

 

 

 



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