Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.

Sou vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.

Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.

O que poucos sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira em diversas categorias menores.

Posteriormente, continuei jogando nas equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros, pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.

Apaixonado por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente úteis na vida profissional.














Domingo memorável!


Luiz Alberto Machado - 24/05/2007


Apaixonados por esportes como eu terão bons motivos para manter por longo tempo registrada na memória a data do último domingo, dia 20 de maio. As emoções propiciadas em diversas modalidades transformaram essa data num dia inesquecível.

As emoções começaram pela manhã, com a vitória do suíço Roger Federer sobre o espanhol Rafael Nadal, na final do Master de Hamburgo. Com a vitória, concluída com um arrasador 6 a 0 no terceiro e decisivo set (o que os aficionados do tênis chamam de pneu), Federer interrompeu uma incômoda seqüência de derrotas para o rival e readquiriu a confiança necessária para o Aberto da França, em Roland Garros, que começa no próximo dia 26, o único dos quatro torneios que compõem o Grand Slam que ele ainda não venceu.

Pôs fim também à fantástica marca de 81 vitórias consecutivas de Rafael Nadal em quadras de saibro, que consolidaram sua condição de rei do saibro. De fato, ao atingir tal sucessão ininterrupta de vitórias, Nadal tornou-se o maior recordista de todos os tempos de vitórias seguidas nesse tipo de piso, superando reconhecidos craques como os suecos Bjorn Borg e Mats Wilander, o austríaco Thomas Muster e o brasileiro Gustavo Kuerten, o nosso Guga, todos eles também chamados, anteriormente, de "reis do saibro".

Considerando o elevado nível técnico e a acentuada competitividade que caracterizam o tênis contemporâneo, arrisco-me a dizer que dificilmente essa marca de Nadal será superada, o que atesta a extraordinária categoria deste jovem espanhol, que só não é o número 1 do mundo exatamente por ter surgido para o tênis no auge da carreira de Federer, que caminha para ser o maior tenista da história.

A enxurrada de emoções prosseguiu no norte do Brasil, mais precisamente no belo complexo esportivo de Belém do Pará, onde dois brasileiros conseguiram expressivos resultados no Grande Prêmio Brasil de Atletismo, competição que faz parte do circuito mundial e que, por essa razão, atrai atletas de vários países. A primeira foi a pernambucana Keila Costa, que atingiu 6,88 m no salto em distância, a melhor marca do ano na modalidade, superando os 6,82 m da americana Akiba McKinneet, até então o recorde da temporada.

Keila Costa, que já estava pré-classificada para os Jogos Pan Americanos e que é detentora da sétima melhor marca do mundo em salto triplo, confirma sua condição de forte candidata a uma ou duas medalhas no Pan do Rio, onde deverá ter como uma de suas principais adversárias a brasileira Maurren Maggi, de volta às pistas depois do afastamento provocado pela suspensão pelo uso de doping e da experiência da maternidade.

Maurren Maggi, que tem obtido ótimos resultados e que também está pré-classificada para o Pan, preferiu não participar do GP de Belém por estar sentindo dores musculares.

O outro grande resultado foi alcançado pelo paranaense Jadel Gregório, que conseguiu a marca de 17,90 m no salto triplo, superando por 1 cm a fantástica marca de João Carlos de Oliveira, o João do Pulo, obtida em 1975, nos Jogos Pan Americanos disputados na Cidade do México. Jadel Gregório, que já havia saltado 17,66 m na mesma prova, registrando a melhor marca do mundo no ano até então, insere seu nome definitivamente entre os grandes campeões brasileiros da modalidade, como legítimo herdeiro de Ademar Ferreira da Silva, Nelson Prudêncio e João Carlos de Oliveira.

Além disso, confirma sua condição de forte candidato a uma medalha no Pan do Rio. Com seu salto, Jadel quebrou um dos mais duradouros recordes sul-americanos, que já durava 32 anos. O recorde mundial, do britânico Jonathan Edwards, de 18,29 m, foi registrado em 1995.

O outro fato que tornou memorável o dia 20 de maio teve lugar em São Januário, estádio do Vasco da Gama, onde Romário marcou seu milésimo gol, cobrando pênalti na partida em que seu clube derrotou o Sport de Recife por 3 a 0, pelo Campeonato Brasileiro. Com isso, Romário torna-se o segundo jogador a atingir a referida marca, quase 38 anos após o mesmo feito ter sido conseguido por Pelé.

Embora sem a mesma repercussão do milésimo gol de Pelé, e mesmo não querendo fazer qualquer comparação entre os dois jogadores - até porque não há qualquer jogador no mundo que possa ser comparado a Pelé, que me desculpem los hermanos argentinos -, acredito que o feito de Romário deva ser comemorado e reverenciado como uma grande conquista, pois boa parte da carreira do "Baixinho" foi passada em países da Europa, onde a preocupação defensiva das equipes e o vigor físico dos zagueiros são sobejamente conhecidos.

Por isso, considero de menor importância se a contagem dos 1.000 gols é precisa ou não ou se houve certa apelação de Romário nos últimos tempos ao jogar em equipes e campeonatos de menor expressão em sua tentativa de atingir essa marca. O fato é que Romário conseguiu realizar esse sonho, jogando ainda em nível competitivo, aos 41 anos de idade, num time de ponta.

Àqueles que insistem em tentar minimizar o feito do Baixinho, sugiro apenas que esperem para ver qual o próximo jogador a atingir essa incrível marca. E, se me permitem, que se preparem para uma longa espera...

 

 

Nome: Antonio Sergio Bichir  24/05/2007

Bem, amigo Beto, seu artigo é daqueles que se lê sem emitir \'opinião\'. É pura sensibilidade! Nâo pelo artigo em si, que está muito bem escrito, mas por seu(s) objeto(s).De passagem, a lembrança de que João do Pulo conseguiu sua marca em condições excepcionais (altitude do México, não?) e que Federer parece ter aprimorado a técnica de jogo em saibro que, como vc sabe, é bastante diferente das quadras mais rápidas. Sobre o baixinho, concordo que dificilmente se verá esse recorde igualado por outro, sobretudo nesses tempos de futebol minimalista e 'objetivo'.

Abraço e parabéns




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