Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.

Sou vice-diretor da Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.

Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.

O que poucos sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira em diversas categorias menores.

Posteriormente, continuei jogando nas equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros, pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.

Apaixonado por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente úteis na vida profissional.













Sinal Amarelo


Luiz Alberto Machado -25/03/2008

 

O fim de semana encerrado no Domingo de Páscoa foi marcado, no plano esportivo, pelo sinal de advertência para três jovens que até pouco tempo atrás ocupavam a liderança ou despontavam com enorme potencial em suas respectivas modalidades, ambas, por sinal, caracterizadas por seu intenso glamour. Refiro-me, especificamente, ao espanhol Rafael Nadal, ao suíço Roger Federer, e ao brasileiro Felipe Massa.

Os dois primeiros dominaram amplamente o circuito internacional de tênis durante os últimos anos, principalmente o suíço Roger Federer, que ocupou o primeiro lugar do ranking nos anos de 2004, 2005, 2006 e 2007. Neste ano de 2008, porém, a superioridade desses dois excepcionais tenistas tem sido seguidamente posta à prova, com derrotas – para muitos surpreendentes – nos torneios mais importantes até agora realizados, o Aberto da Austrália, primeiro torneio do chamado Grand Slam, e o Torneio de Indian Wells, integrante do circuito Master Series, ambos vencidos pelo sérvio Novak Djokovic, que, assim, caminha a passos largos para se tornar o primeiro do mundo.

Nadal, que ainda não completou 22 anos, começa a ver cada vez mais distante seu sonho de ser reconhecido como o maior de todos, várias vezes adiado em razão da extraordinária performance de Federer. Caso o panorama não se modifique no futuro próximo, Nadal, que foi o segundo tenista da história a atingir a posição de segundo do ranking antes dos vinte anos de idade (o primeiro foi o alemão Boris Becker) acabará sendo lembrado apenas como sucessor de Gustavo Kuerten como “rei do saibro” durante um certo número de anos. Já o suíço Roger Federer, ainda jovem aos 27 anos, vê pela primeira vez nestes últimos anos seu reinado fortemente ameaçado, ao mesmo tempo em que é obrigado a conviver com um número de derrotas numa mesma temporada para ele desconhecido desde 2004. Afinal, estando ainda no terceiro mês do ano, ele já acumula derrotas para Djokovic, na Austrália, para o britânico Andy Murray, na primeira rodada em Dubai, e agora para o norte-americano Mardy Fish, na semifinal de Indian Wells, numa partida em que se mostrou irreconhecível, aparentando uma apatia jamais vista em sua fantástica carreira.

O outro sinal de advertência acendido no fim de semana esportivo foi para o jovem piloto de Fórmula 1, Felipe Massa, de 26 anos, que cometeu o segundo erro consecutivo nos dois grandes prêmios de abertura da temporada de 2008. Embora reconhecido por muita gente como possuidor de enorme talento, Felipe Massa ocupa desde 2006 um lugar que é, por um lado, cobiçado por qualquer praticante de automobilismo, mas, por outro, uma fonte de pressão como poucas no mundo. Assim é ser piloto da Ferrari, uma escuderia que simboliza o máximo na carreira de qualquer piloto, mas que cobra um preço muito alto por isso, uma vez que a torcida e a imprensa especializada da Itália exigem algo muito próximo da perfeição daqueles que têm o privilégio de se sentar ao volante dos bólidos vermelhos da fábrica de Fiorano, considerados como quase sagrados pelos italianos.

Sendo assim. Felipe Massa se vê obrigado a mostrar sua competência a cada novo GP, confirmando que possui talento suficiente para se transformar, no curtíssimo prazo, num campeão da mais badalada categoria ao automobilismo internacional. E, como seu companheiro de equipe não é o fenomenal Michael Schumacher, Massa não poderá contar com a condescendência que tanto a torcida como a imprensa da Itália tiveram com seu compatriota Rubens Barrichello, de quem não se esperava que fosse mais do que um bom coadjuvante para o alemão, cuja condição de número um jamais foi colocada em dúvida.

O ano está apenas começando e temos ainda muitos torneios e corridas pela frente, mas o sinal amarelo já foi aceso para esses três grandes esportistas.

 

 

 

 

 

 

 

 

 



 

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