Tenho 51 anos, sou economista pela Universidade Mackenzie (1977), com especialização
em Desenvolvimento Latino Americano pela Boston University, em Criatividade pela
Creative Education Foundation, em Aprendizagem Acelerada pela International Alliance
for Learning e em Tecnologia Educacional pela FAAP.
Sou vice-diretor da
Faculdade de Economia da FAAP e coordenador dos cursos in company da FAAP Pós-Graduação.
Sou também membro do Conselho do Instituto Fernand Braudel de Economia
Mundial e do Conselho Superior da Ordem dos Economistas.
O que poucos
sabem é que me tornei intelectual porque "esqueci de crescer", uma vez que até
os 18 anos de idade, joguei basquete nas principais equipes de São Paulo, como
Pinheiros, Sírio e Palmeiras, tendo integrado as seleções paulista e brasileira
em diversas categorias menores.
Posteriormente, continuei jogando nas
equipes principais do Pinheiros e do Paulistano. Atualmente, disputo campeonatos
de veteranos pela equipe do Pinheiros, participando também de campeonatos brasileiros,
pan-americanos e mundiais pelas seleções paulista e brasileira.
Apaixonado
por esportes, é essa faceta que mostrarei nesta coluna, escrevendo sobre este
assunto, mesclando comentários sobre as competições e seus bastidores, esclarecimentos
sobre as diversas modalidades, resenhas dos livros que versam sobre o tema e procurando
compartilhar lições aprendidas nas quadras esportivas que me têm sido extremamente
úteis na vida profissional. |
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CAMINHO DE SER O MAIOR DE TODOS
Luiz
Alberto Machado - 28/11/2006
Com a vitória no Masters (que reúne os oito jogadores de melhor desempenho nos
quatro torneios do Grand Slam e nos doze da série Master) realizado na China,
Roger Federer fechou com chave de ouro uma fantástica temporada, que só não foi
perfeita por ele não ter conquistado o Aberto da França, em Roland Garros, com
o que teria conquistado o Grand Slam - conjunto dos quatro mais importantes torneios
do mundo: Austrália, França, Inglaterra e Estados Unidos.
Seu desempenho
extraordinário ao longo do ano é claramente expresso pelos números. Durante a
temporada de 2006 ele conquistou 12 torneios, registrando a impressionante marca
de 92 vitórias contra apenas 5 derrotas! Com isso, manteve-se no topo do ranking
da Associação dos Tenistas Profissionais (ATP), com ampla vantagem sobre o segundo
colocado, o espanhol Rafael Nadal, que, aliás, foi o responsável por quatro das
cinco derrotas sofridas por Federer durante o ano.
Com esse retrospecto,
o suíço caminha a passos largos para se transformar no maior tenista de todos
os tempos, lugar ocupado por Pete Sampras, de acordo com uma enquete realizada
entre jornalistas especializados há alguns anos. Com seus resultados, Federer
vem quebrando recordes e mais recordes, alguns dos quais vinham perdurando por
muito tempo.
Exemplos disso são: Federer já superou, matematicamente,
uma das marcas mais expressivas da história do tênis, as 160 semanas de Jimmy
Connors como número 1 do mundo, já que está garantido no topo do ranking até março,
tempo suficiente para superar Connors; com a vitória sobre James Blake e a conquista
do Masters, tornou-se o único tenista da história a alcançar a marca de US$ 8
milhões em uma temporada - exatos US$ 8,343,885 -, além de estabelecer um novo
teto para pontos em um único ano: 8.370; também é o primeiro homem desde Ivan
Lendl em 1982 a vencer mais de 90 partidas em uma mesma temporada; se isso não
bastasse, com 12 troféus no ano, ele é o único tenista na Era Profissional a ganhar
10 ou mais títulos em três temporadas seguidas.
A lista, porém, não pára
aí. Federer superou a seqüência invicta na grama de Bjorn Borg com o tetracampeonato
de Wimbledon, foi o primeiro homem a vencer o Aberto dos Estados Unidos e o da
Inglaterra em três anos consecutivos, e o primeiro a chegar a seis finais seguidas
de Grand Slam.
Lembro-me que, no final de 2005, logo após ser derrotado
pelo argentino David Nalbadian na final do Masters, muitos analistas previram
que dificilmente Federer conseguiria, em 2006, repetir os resultados das duas
excepcionais temporadas de 2004 e 2005, nas quais venceu 11 torneios em cada uma,
incluindo os três do Grand Slam: Austrália, Inglaterra e Estados Unidos. Concluída
a temporada, constatamos que ele não apenas conseguiu igualar a incrível performance,
mas foi além, superando-a.
Todas essas conquistas, no entanto, não têm
sido suficientes para alterar o comportamento do suíço, que permanece com uma
postura sóbria, tanto dentro como fora das quadras, razão pela qual é merecedor
do respeito de seus adversários e da crônica do mundo todo. Os dois grandes desafios
de Federer são: ganhar o Aberto da França, em Roland Garros, e conquistar o Grand
Slam, vencendo os quatro grandes torneios na mesma temporada.
A tarefa,
entretanto, não é fácil, pois para conquistar o Aberto da França terá de vencer
Rafael Nadal na quadra de saibro, superfície em que o espanhol é considerado o
rei, substituindo Gustavo Kuerten, o nosso Guga, também considerado por um bom
tempo o melhor jogador em quadras de saibro. Contraste interessante é que enquanto
Federer já venceu por três vezes os outros torneios do Grand Slam, Guga venceu
apenas o da França, também por três vezes.
Como bem observou o jornalista
Fernando Franco, "o provável maior inimigo de Federer nos próximos torneios está
ironicamente nele mesmo: encontrar a motivação para seguir em um circuito que
não o desafia". Quem acompanha o nível de precisão atingido na modalidade, pode
aquilatar o significado dessa fantástica supremacia de Federer.
Ao contrário
do que ocorre em algumas outras modalidades esportivas, em que a superioridade
de um campeão pode estar baseada em fatores externos, como a máquina, por exemplo,
no caso do automobilismo e do motociclismo, no tênis, a máquina é o próprio jogador.
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| Antonio
Sergio Bichir | asbichir@hotmail.com | 02/12/2006 |
Valeu, Beto... O artigo toca no nervo: Federer revigora e enobrece o talento
e o esforço pessoais. Por sua natureza, o tenis não pode ser jogado por controles
de tração, boosters, suspensões ativas etc. Sobre o fato de ser (ou não ser!?
uauuu, e dá-lhe o grande bardo)o melhor de \'todos os tempos\' e coisa e tal,
acho que é sempre uma discussão ociosa. Mas, os critérios não podem ser, apenas,
os números.
Há muita gente (inclusive nosso amigo Marcos Paulino) que
acha que Lendl foi o melhor; alguns, por outro lado, não consideram Borg um grande
jogador; outros, por fim (eu entre eles) acreditam que Stefan Edberg possuía o
estilo mais \'clean\' e elegante de jogar, o que particularmente me agrada. Enfim,
como é difícil dizer qual o melhor piloto de \'todos os tempos\' (isso não tem
graça, tem ?), é e será difícil estimar o melhor no tenis.
Agora, que
o cara é fantástico, ah!, isso ele é...
Forte abraço e parabéns pelo texto.
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