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Quem
não é visto não é lembrado
Todos
os anos temos em São Paulo diversas feiras e congressos
direcionados às área da saúde, educação
e lazer, mas só uma tem o deficiente como o foco
principal: a REATECH (Feira Internacional de Tecnologias
em Reabilitação, Inclusão e Acessibilidade).
A
REATECH já é o 3° maior evento mundial
do segmento de reabilitação e a maior feira
de negócios da América do Sul voltada ao
segmento de pessoas com deficiência, familiares,
profissionais da área, idosos e pessoas com mobilidade
reduzida. Dados oficiais indicam que pelo menos 15% da
população brasileira possui algum tipo de
deficiência. E, segundo estimativas, os produtos
e serviços de reabilitação movimentam
por ano cerca de R$ 1 bilhão no País.
A
feira apresenta o que há de mais novo em tecnologia,
produtos, serviços e equipamentos, tanto nacionais
quanto importados, além de contar com diversas
palestras na área da saúde e educação.
Nesta feira o visitante pode ainda apreciar apresentações
de grupos de artes cênicas, dança, esporte
adaptado, moda e conta ainda com uma área para
test-drive com veículos adaptados de diversas montadoras,
além de outras atrações.
É
grande o crescimento do número de jovens visitantes.
Muitos são estudantes de fisioterapia, enfermeiros,
fonoaudiólogos, entre outros, que através
da feira conseguem uma compreensão melhor do que
vem a ser cada tipo de deficiência e podem vislumbrar
um "novo" nicho de mercado.
Outro
fator importante, senão o principal, é que
o próprio deficiente está ocupando o seu
lugar. Um dos slogans da REATECH é "quem não
é visto não é lembrado!" E esta
é uma grande verdade! Para que alguém compreenda
o limite do deficiente, primeiro é preciso que
ele torne pública a sua dificuldade para: se reabilitar,
estudar, de lazer, trabalhar, social e sentimental.
Há
30 anos quase não se via um deficiente na rua.
Por quê? Eles não existiam? Existiam sim,
porém a cultura era outra, era preconceituosa.
Hoje a quebra do estereotipo e de preconceitos está
partindo da postura do próprio deficiente, pondo
a cara a tapa e cobrando os seus diretos, assumindo assim
a responsabilidade de continuar este processo de desenvolvimento
social.
Hoje
o deficiente conta também com a ajuda da tecnologia
para ajudá-lo no seu dia-a-dia. Temos computadores
que podem ampliar as letras para quem possui baixa visão,
ou lêem para os cegos. Temos cadeiras de rodas que
são elétricas, triciclos motorizadas para
pessoas com problemas de mobilidade, carros adaptados
para amputados, paraplégicos e anões.
Alguns
televisores possuem a função legenda para
os programas, para que os surdos possam acompanhar sem
a necessidade da tradução em libras. Temos
também próteses e órteses ortopédicas
mais leves e mais resistentes. Infelizmente, nem todos
podem contar com tais benefícios do avanço
tecnológico devido ao custo elevado de tais produtos,
que são, em sua grande maioria, importados. E,
embora muita coisa esteja mudando ainda faltam incentivos
no Brasil para que novos produtos sejam pesquisados e
desenvolvidos.
A
VII edição da REATECH será realizada
de 24 a 27 de abril de 2008 no Centro de Exposições
Imigrantes. Maiores informações podem ser
obtidas através do site: www.reatechvirtual.com.br
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