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A sala
de aula é praticamente uma extensão da casa
do estudante. Nela, os alunos passam boa parte da vida - período
conhecido como fase escolar. Só para se ter uma idéia,
os momentos em que o estudante passa na escola representam
mais de 30% do tempo útil no ano. Enfim, as salas de
aula se enquadram no melhor ou no pior das escolas?
Ao que
tudo indica esta resposta pode variar de aluno para aluno.
As exigências são muitas e vão desde a
inclusão de pufes no lugar de cadeiras até a
divisão de salas por sexo. O certo e notório
é que os alunos têm um carinho muito especial
pela sala de aula e quando são participantes de um
ambiente limpo, conservado e organizado há um zelo
especial pelo espaço, que inibe até mesmo nos
atos de vandalismo das quais as salas são vítimas
constantes.
Se não
há esse zelo, o cenário é outro: "As
carteiras estão sempre pichadas e cheias de chicletes
grudados, é um nojo", escandaliza-se Isabele Pereira,
10 anos, aluna do 4º ano da Emef Maria de Melo. Na mesma
escola, em salas com carteiras novas, a opinião é
bem diferente. "Acho minha sala bonita, adoro a minha
carteira, não rabisco, não arrasto e nem grudo
chiclete, também não deixo ninguém sentar
na minha carteira", disse Laura Garcia, 7 anos.
CONCENTRAÇÃO
- A sala de aula também tem grande influência
no aprendizado. Um espaço tranqüilizador e aconchegante
tende a proporcionar melhores condições
de concentração. "Uma sala de aula mal-cuidada
não desperta o prazer no aluno, a sala tem que ser
prazerosa e preparada para induzir a concentração
e despertar o interesse",
afirma a professora Rosa Gobbi.
Para a
diretora da EMEF Maria de Melo, em São José,
Mirian Pacheco, um espaço harmônico é
motivador e a arrumação da sala em formatos
variados propõe um ganho
na qualidade de ensino. "Os professores têm plena
liberdade para decorar e dispor as carteiras da maneira que
quiserem", afirma Mirian. "O jeito de arrumar a
sala influencia,
você vê a criança trabalhar melhor",
disse. "O trabalho em grupo também é muito
incentivado já que a presença do colega é
muito estimulante para a criança", completa
a diretora.
Nas salas
iniciais, de alfabetização, a decoração
chamaa atenção. São cartazes, alfabeto,
lista de chamada, tudo para facilitar a identificação
das letras que servem de referência
para os pequenos. Mas a professora Helena Cogine faz um alerta.
"Não pode ser só enfeite, tem que ter uma
finalidade, um objetivo que sirva como um apoio ao aluno",
afirma.
Escola
adota carteira sextavada
Na Emef
Maria de Melo a grande novidade nas classes é a nova
carteira instalada nas salas iniciais (1º ano). O formato
sextavado permite encaixe perfeito das mesas para
formação de grupos. "A mudança das
carteiras deixou minha filha mais entusiasmada,
ela tem mais vontade de ir pra aula", afirma Maria das
Dores Carvalho, mãe de Ana Carolina Silveira, 7 anos.
Para Alessandra da Silva, mãe de Mariana e Guilherme,
as novas carteiras ajudam na postura correta.
Para a
professora Helena Cogine, 42 anos, o trabalho em grupo é
produtivo. "Tem criança que já está
lendo e escrevendo bem e outros que não, os que estão
na frente ajudam os coleguinhas", exemplifica. "Eu
gostei muito. Dá pra conversar com os colegas, fazer
roda, grupo de dois e três, muito melhor que a carteiras
velhas e sujas de antes", disse Amanda Eduarda Andrade,
6 anos. Já para a pequena Laura Garcia, 7 anos, fazer
as
tarefas em grupo não é a melhor coisa do mundo.
"Ficou mais bonito, mas eu gosto mais da fila reta, não
gosto de gente do meu lado, é melhor ficar sozinha
na carteira."
Os professores
concordam que em uma sociedade moderna não cabe mais
aquele formato quadrado de ensino, os alunos precisam participar
e interagir na sala de aula.
LOUSA - As lousas brancas quadriculadas são um grande
avanço na sala de aula. Além de melhorar a visibilidade
do que está escrito e da facilidade em manter a letra
reta,
evita que os alunos das primeiras carteiras sofram com o pó
de giz, que pode ocasionar reações alérgicas
em crianças mais suscetíveis.
Fonte:
Vale Paraibano
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